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Sobre ansiedade e afins

Sou ansiosa por natureza. E quando se trata de ter um filho, então?

Algumas pessoas me dizem ser mãe é algo natural pra mim. Eu não vejo a hora, confesso – me derreto toda quando vejo um bebê, parece que meu útero quer entrar em combustão natural. Acho que é normal para toda tentante, certo?

Os planos eram de virarmos tentantes oficiais no final do ano. Mas a ansiedade não deixou. Depois de um ciclo sem AC (mas com outros, hm, métodos), cheguei pro marido e pedi um bebê de presente de aniversário. Ele topou, claro, que também é louco pra ser pai que eu sei.

Mas como controlar a ansiedade agora? Como não querer ver sintomas de gravidez em cada espirro, dorzinha, sensação? Como não tentar justificar tudo com gravidez? Como não medir a Temperatura Basal e tentar explicar as variações com “certeza que é um bebê”? Como não conversar com as tripas e cantar musiquinhas como se o pacotinho já estivesse ali? Como não romantizar todo o processo e perder horas imaginando como seria legal se no primeiro mês de tentativas a gente tivesse acertado na mosca? Pensando em como seria bonitinho contar para o pacotinho que ele foi tão tão tão desejado que nem o universo quis esperar?

Bom, é pra isso que fiz o blog. Pra eu poder falar para as paredes internéticas o que se passa aqui na minha cabeça. Porque apesar de tentantes, não queremos abrir o jogo pra todo mundo. De cobranças já basta meu coração ansioso, certo?

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Pacotinho meu.

Você, que é tão esperado. Tão sonhado.

Você, que povoa nossos sonhos (meus e do seu pai).

Você, que vai trazer mais felicidade pra nossa vida do que é possível imaginar.

Você. Ele ou ela, não importa. Amor é o que importa, certo?