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All I want for Christmas is you

Aí que essa semana montamos a árvore de Natal. Montamos eu, as gatas, um iPod com a playlist mais natalina do mundo e a esperança de que o pacotinho esteja por aqui (ê fase lútea que não me deixa pensar em outra coisa!). Agora me diz o que aconteceu quando começou a tocar essa música aqui?

Choro, claro. Daqueles de lavar a alma. E enquanto eu cantava que tudo o que eu mais queria nesse natal era você e pensava no meu pacotinho tão desejado, não pude deixar de pensar em tantas outras tentantes que também querem seu presente de Natal.

Então resolvi que, embaixo da minha árvore, vai morar uma caixinha com vários nomes. Nomes de quem tenta há muito tempo, nomes de quem ainda está nos primeiros ciclos, nomes de quem ainda é só desejante. Nomes de pessoas que, assim como eu, se sentem meio incompletas sem um bebê no colo.

E a cada dia, junto com as minhas orações pelo meu pacotinho, quero orar pelo pacotinho de cada um desses nomes.

Quem topa? Avisem aqui nos comentários que eu coloco o nome de vocês lá =)

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BC Papeando com “Azamigas” – Chá de revelação

Primeira participação minha nessa lindeza chamada Blogagem Coletiva! O tema foi indicado pela PVzinha, do Projeto Nosso Bebê:

Vocês pretendem fazer chá de revelação do sexo do bebê?♂♀ Por que? Como irão lidar com a expectativa de saber o sexo do bebê com os familiares? O que acham a respeito?

Eu acho super legal a história do chá de revelação – ainda mais quando os próprios pais não sabem! Mas também conheço eu e o marido, e duvido que a gente vá se aguentar ficar sem saber, ou mesmo que a gente saiba, esconder o sexo até determinada data. Mas a surpresa, a ansiedade, as apostas, os jogos, adoro!

teamimagem desse board no Pinterest – e tem várias ideias legais para quem vai fazer seu chá de revelação

Na minha família, somos em duas meninas; da no marido, três meninos. Dos dois lados será o primeiro neto/neta, e da mesma forma que meu pai é louco por um menino, meu sogro é por uma menina. Ou seja, netinho/a mais do que esperado, rs! Fazer o chá de revelação seria interessante nesse sentido: a gente contaria pras duas famílias ao mesmo tempo, rolariam brincadeiras legais e seria surpresa para todo mundo.

shehe

Se for para ser surpresa geral (inclusive para a gente), tenho algumas amigas com quem eu contaria para organizar as coisas e esconder da gente o sexo do bebê. Porém temos uma questão: se eu engravidar logo (sim, sim, por favor!), gostaria de saber do sexo assim que possível. Estamos com uma viagem para os EUA marcada para abril… E é claro que vão rolar comprinhas para o pacotinho! Então toda a história do chá de revelação vai por água abaixo aqui, rs.

Aproveitando o tema de revelação, acho muito fofo também quando a surpresa do sexo do bebê é feita só para os pais, em uma sessão de fotos. Uma caixa fechada e dentro balões azuis ou rosas… O que eu mais gosto de ver é a reação dos pais:

imagem daqui

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Aleatoriedades

Metade do ciclo 2 (mais precisamente 15DC), e a conclusão de que entrei na rotina de medir a TB. Desde o início do ciclo estou medindo a bonitinha todos os dias às 7h, mas geralmente não levantamos nesse horário – dependendo do dia, fico na cama até 8h, 8h30. Então era acordar com o despertador, medir e voltar a dormir. Mas há alguns dias eu tenho acordado tipo dois minutos antes do despertador tocar. É costume ou ansiedade?

Sonhei de novo com o pacotinho e amamentação. É uma daquelas coisas que eu quero (e vou) fazer, e os sonhos são sempre incríveis: parecem muito reais, quase dá pra sentir, hehe. Mas nunca sei se o pacotinho é um menino ou uma menina, hunf.

Aí que criei uma playlist para o pacotinho. As preferidas, até agora? “Pra você guardei o amor” e “Here comes the sun“. Inclusive estou pensando em resgatar as agulhas e linhas e bordar um quadrinho dessa última. Dizem que trabalhos manuais ajudam a desacelerar, né?

Acabou que, sem querer, marido largou para os pais dele que estamos tentando. Na verdade não foi com essas palavras, mas sim uma bobeira sobre um evento fora da cidade que eu estava falando com a minha cunhada e ele soltou um “mas você disse que não vai porque cai bem no teu período fértil”. Minha cara?

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Aguardem cenas dos próximos capítulos, onde qualquer espirro/dor de cabeça/comida estragada vai gerar mil perguntas de “Mas não é um bebê, ein? Ein?”.

 

 

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Ciclo 2, DC1

É, ciclo 1 acabou – e por incrível que pareça, sem lágrimas nem desespero. Ok, uma TPM das bravas, mas sem a tristeza que eu imaginava que iria aparecer. No fundo, no fundo, as chances de ter rolado concepção no primeiro ciclo eram baixíssimas – teve antibiótico, teve estresse alto, teve viagem, teve de tudo pra desregular o ciclo e as tentativas. Mas sempre fica a esperança daquele 1%, né?

Mas eu encarei a Miss Red com outros olhos. Encarei como li num post da Nana (sim, eu devorei o blog dela inteirinho): ela significa um novo começo. Significa que as coisas estão funcionando direitinho por aqui. Significa que o meu corpo está mandando embora resquícios da pílula, toxinas de medicamentos, enfim, tudo aquilo que não seria bom para o pacotinho.

Sobre a Temperatura Basal, resolvi encarar de frente também. Desde sábado medindo direitinho, fazendo anotações no Fertility Friend, devorando as lições que eles disponibilizam. Se vai servir pra algo? Já serve: pra eu conhecer melhor meu corpo.

Inclusive esse final de semana eu tive que me segurar em duas situações pra não começar a falar sobre ciclos, fase lútea e etc. A primeira foi quando uma amiga comentou que esses dias ficou desesperada porque a menstruação atrasou X dias. Eu fui começar a falar que “mas veja bem, atrasou mesmo? Porque você sabe exatamente quando você ovula? Sabe que a tua fase lútea pode durar de 10 a 16 dias?” aí lembrei que 1) não contamos que estamos tentando, então seria meio estranho divulgar essa informação e 2) ela não me perguntou nada.

A segunda situação foi uma brincadeira (sim, porque apesar da gente não ter contado das tentativas, todo mundo – TODO MUNDO – fica “quando vem o filho?”, “vocês precisam de um bebê”, “Nina, vocês amam crianças, cadê o de vocês?” e etc) em que falaram pro marido que ele deveria ficar de olho na tabelinha para saber os dias em que, hm, o treino deveria ser intenso. E essa foi bem mais quase do que a situação anterior. Eu comecei a falar que “mas tabelinha por si só não quer dizer nada, tem que medir a temperatura basal e ver o muco” e a sorte foi que parei no “mas tabelinha”. Juro. Como é que vou explicar pra um bando de conhecidos que não, sou sou surtada, só quero conhecer meu corpo de verdade?

Então seguimos nessa. Mede TB, anota no aplicativo, toca a vida. E sim, é claro que rola uma esperançazinha de que seja nesse ciclo. Mas o que eu posso fazer além de tentar? Hihihi. Isso a gente já faria de qualquer jeito, né?

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Ao redor

Hoje fiquei sabendo de mais uma amiga que está grávida. Sério, pacotinho, se eu for contar as gestações ao nosso redor, faltam dedos. Conversando com o seu pai sobre isso, falei que não vejo a hora e que também quero (como se ele já não soubesse). A resposta? “Vai que você está grávida e nem sabe?”. Me derreto toda.

Me derreto mas tento deixar meu coração num armário bem fechadinho, para não ter esperanças. Você ainda não sabe, mas sua mãe sempre foi assim: prefiro pensar no pior, no “não”, para não me decepcionar tanto com o resultado. Não gosto de colocar minhas esperanças em um fato que eu sei que as chances são baixas.

Esse foi só o primeiro ciclo de tentativas. Sem saber certinho a data do meu PF, sem medir TB o ciclo todo. Sem conhecer meu corpo. E eu achei que estava tudo ok – entreguei nas mãos de Deus, resolvi deixar acontecer de um jeitinho mais natural, sem tanto estresse. Curtir o processo, sabe? Não quis me dar motivos para achar que estava sem estar, para entrar num ciclo de ansiedade absurdo. Já sou ansiosa sem essas informações, já pensou se resolvo medir temperatura todos os dias e de tempos em tempos correr verificar o muco? Ninguém me aguenta.

Mas em conversas como a de hoje, me arrependo. Essas semanas entre o possível período fértil e a data da menstruação são tensas. São o escuro, o desconhecido. São o momento em que metade de mim quer sonhar com você, quer falar com as tripas, quer imaginar você do tamanho de um feijãozinho dentro de mim, quer acreditar que o fato das suas irmãs de quatro patas deixarem de dormir no seu pai para dormirem enroladas comigo é um sinal de você. Mas a outra metade não quer chorar quando a Miss Red chegar, não quer sentir a esperança indo embora, não quer sofrer. Quer proteger esse coração aqui que já bate tanto por você.

Aí eu volto a pensar se talvez não era melhor fazer tudo aquilo que a gente aprende no Tentantes Empoderadas. Medir, controlar, montar gráficos, analisar, pensar, planejar. Ainda não me conheço o suficiente para saber o que vai ser melhor pro meu coração, pacotinho. Se as informações vão trazer mais nervosismo ou se vão me acalmar.

Acho que a saída é tentar, né? Esperar o próximo ciclo, começar as medições no primeiro dia e ver em qual período meu (nosso, né?) coração se sente melhor.

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Essa noite eu sonhei com você.

“Mais um sonho?” Sim, mais um. Mas dessa vez um pouco diferente. Dessa vez eu não me vi (ou ao seu pai) com você nos braços. Dessa vez eu estava grávida – ou melhor, em trabalho de parto. Acho que o sonho foi resultado da conversa de ontem em um grupo no Facebook, mas foi tão real…

Eu sentia você na minha barriga. Eu sentia você mexer. Eu sentia você querer nascer. Eu sentia a dor da contração – que ok, não faço ideia de como seja – mas eu sentia. Eu sentia a barriga endurecer a cada dois ou três minutos.

E eu acordei. E chorei. Porque o sonho era tão real… Eu sei que você está perto, pacotinho, eu sei que os planos de Deus não são os meus planos e que eu preciso aguardar e confiar. Eu sei que você vai vir pra nossa família na hora certa. Eu sei. Mas o sonho era tão bom que eu não queria acordar. Queria viver eternamente ali, naquela fantasia boba de nós três.