6

BC Papeando com “Azamigas” – Bibliografia materna

Oi, oi, oi! Depois do desabafo de hoje cedo, hora de Blogagem Coletiva! E dessa vez o tema foi indicação minha.

“Bibliografia: Que livros, blogs, revistas e portais de conteúdo sobre gestação e maternagem você mais gosta? Qual foi o primeiro livro sobre o assunto que você foi atrás? Qual fonte de informação você acha indispensável para essa fase e por quê?”

Eu sou apaixonada por livros desde que me conheço por gente – mas nunca tinha me atentado aos livros sobre maternagem (ê termo que eu amo!), mesmo desejando ser mãe há tempos. Na verdade eu ainda estou lendo o primeiro de uma lista de “desejos bibliográficos”: é o A maternidade e o encontro com a própria sombra (Laura Gutman). Esse livro é incrível: ele tem muitas informações importantes sobre a relação entre a nossa infância, nossos traumas e nossos problemas corriqueiros com a saúde e o bem estar do filho, principalmente quando ainda são bebês. Para mim é uma leitura incrível de preparação para a maternidade: estou na busca por resolver alguns desses “bichos”, e acho que é um livro legal tanto para tentantes, gestantes e já mães.

E é claro que eu tenho uma lista de desejos para outros livros:

Orientação da Criança (Ellen G. White): tem disponível online gratuitamente, mas eu quero a versão física em capa dura. É um dos livros mais recomendados na minha religião (sou Adventista do Sétimo Dia) sobre criação de filhos, e já foi escolhido como a próxima leitura. Fala sobre os primeiros anos de vida de uma criança e aborda questões como formação de caráter, poder dos hábitos e outros.

O que esperar quando você está esperando. É best seller, tem muitas informações, e quero ler pois acredito que deva tirar muitas dúvidas sobre a gestação em si.

Quando o corpo consente (Marie Berthcrar,Thérèse Bertherat e Paula Brung). Já ouvi falar muito desse livro, e com certeza lerei antes do nascimento do meu pacotinho.

Parto ativo (Janet Balaskas), mais um sobre parto. Traz exercícios e dicas de preparo para um parto em que a gestante é protagonista.

– Crianças francesas não fazem manha (Pamela Druckerman). Não acredito que exista uma “fórmula mágica” para educação de filhos. Sou partidária de que devemos ter contato com o máximo de informações possíveis e então absorver aquilo que acharmos mais relevante – e é aqui que esse livro entra. Fora as inúmeras recomendações que já vi e li por aí.

Mas por trabalhar com comunicação digital (acho que nunca comentei isso aqui com vocês), tenho um fraco por portais. Tem vezes em que pego um determinado blog e vou lendo os arquivos até chegar no primeiro post publicado por aquela blogueira, haha! Mas para isso o blog tem que me conquistar. Alguns desses estão aqui embaixo, e outros tantos na barra lateral do blog 😉

– A Louca do Bebê (da Nana – inclusive foi por ele que descobri a maravilha chamada Tentantes Empoderadas e o mundo dos blogs de tentantes)

Vida Materna (da conterrânea Michelle Amorim. Caí no blog dela pelo relato de parto do Leo, e me encantei)

Macetes de Mãe (leio muito antes de começar as tentativas. A Shirley tem um jeito delicioso de escrever, além de alguns posts in-crí-veis para compartilhar no Facebook depois que eu estiver grávida: são listas do que fazer e não fazer na hora de visitar um novo bebê, o que não falar para uma mãe/grávida, etc)

Bebê Gergelim (li de cabo a rabo! Acompanhar toda a história da Loroca antes, durante e depois da gestação do Bento foi uma delícia)

Pare de tomar a pílula (esse ainda está em processo de “fuçar os arquivos”. Divertidíssimo acompanhar a rotina da Camila no Canadá com a Nina e o nascimento da Flora).

Não posso deixar de lado também os maravilhosos e bem organizados grupos de Facebook: “Tentantes Empoderadas” (sobre as tentativas em si) e “Cesárea? Não, obrigada” (sobre parto humanizado).

Ah, o tema da próxima BC foi indicado pela Juliana, do Devaneios de uma Tentante. Corre lá ver!

12

Ciclo 3, DC2

Preciso escolher um novo título para esses posts de ciclo, sem spoilers, rs. Mas vamos lá.

Desde sábado, DPO 14, eu sentia que não tinha sido nesse ciclo. Minha TB caiu 0,2 (de 36,6, um normal alto, para 36,4), o que já me deixou com a pulga atrás da orelha. No domingo me prometi que, caso na segunda amanhecesse com a temperatura mais alta, eu faria um teste. Porque sabem com é, a esperança é a última que morre.

Ai na segunda-feira, caiu mais 0,2 (chegando a 36,2, quase na minha coverline). Minha esperança foi diminuindo, diminuindo… Mas não tinha nem sinal de spotting (que sempre aparece um dia antes da Miss Red), então toda vez que eu via a calcinha limpa, era um sorriso no rosto. “Enquanto não há sangue há esperança” virou meu mantra.

Até ontem, terça, DPO 17. O dia previsto pra bonitinha aparecer. Ao acordar, nada – e sorriso de orelha a orelha. O próprio marido perguntou como estava, e brincava com as gatas que agora eu não ia mais querer saber delas porque tinha outro a caminho. “Enquanto não há sangue…”

Na metade da manhã, ela apareceu. Por sorte ontem era dia de trabalhar na casa da sócia, alinhando algumas coisas – e graças a isso eu não fiquei sozinha. Fomos almoçar em um shopping, batemos perna, eu terminei de comprar os presentes de Natal da família… Então o dia 1 do ciclo 3 passou rápido, com distrações e sem muito tempo para pensar e sofrer.

À noite a história mudou um pouco. Contei para o marido, ele ficou tristinho mas não demonstrou – e quando eu pedi desculpas (ê situação terrível em que a gente se sente culpada por tudo, mesmo tendo plena consciência de que a culpa não é nem nossa e nem de ninguém) me abraçou e disse que eu não precisava me desculpar, que viria na hora certa e etc. Ele tinha um compromisso e eu acabei ficando sozinha – foi quando bateu. Parecia que eu tinha levado um soco – um soco das minhas próprias expectativas.

E é aquilo: eu já sabia que esse ciclo iria terminar assim. Já sabia desde sábado, quando a TB caiu bastante. Já sabia desde segunda, quando meu corpo começou a dar os sinais da M chegando. Eu tive tempo pra me preparar. A M não atrasou nem um diazinho sequer, para me confundir. Mesmo com pouco tempo de empoderamento eu consegui identificar os sinais de que não, não tinha uma morulinha dentro de mim.

Mas e o coração, quem disse que entende isso? No fundo eu sei que será na hora certa. Eu sei que não importa a gente ter treinado nos dias certos, usado as posições certas (oversharing), ficado deitada por duas horas com um travesseiro no quadril, tomado ácido fólico direitinho e analisado muco e TB como se não houvesse amanhã. Isso são coisas pra me tranquilizar na hora, no momento, na fase lútea – mas que não são fórmulas mágicas para engravidar.

E isso dói, né? Eu, que sempre gostei de planejar tudo e escrever roteiros de viagens nos mínimos detalhes e que marco almoços de domingo com antecedência e que não saio do combinado, tenho que me ver à merce de algo que não depende de ninguém. Que é divino, que foge do controle – e que é aquilo que eu mais desejo.

Ontem à noite eu decidi me permiti ficar triste. Chorar um pouco. Sentir pena de mim mesma. Ouvir as músicas do meu pacotinho e chorar mais. Dormir. Foi uma das melhores decisões – parece que tentar bloquear e fugir dos meus sentimentos só fazia eles crescerem dentro de mim. Aí de madrugada acordei (cólica maldita, aff) e parei para pensar no quanto o dia tinha sido bom. Em como as coisas aconteceram para que eu ganhasse um colo mesmo sem pedir. Para que eu não me sentisse sozinha – e podem acreditar, se eu tivesse estado sozinha o dia todo, as lágrimas que duraram alguns minutos à noite teriam sido um dilúvio sem hora para acabar. Mas passou.

Novo ciclo, nova oportunidade, novo começo.

Logo mais eu volto com a BC de hoje 😉

12

Meu mundo ficaria completo (Ciclo 2, 11DPO)

Para ler ouvindo essa música aqui.

“Não é porque eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê-la, mesmo que não tenha a mínima lógica nesse raciocínio
Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando

Hoje o dia amanheceu cinzento, mas dentro de mim super colorido. 11DPO, mais um upzinho na temperatura basal, aniversário do homem da minha vida. E o bichinho do teste no meu ombro, zumbindo no meu ouvido, conjecturando o quão legal seria me descobrir grávida hoje e contar para o marido como presente de aniversário. E claro, aquelas duas caixinhas de teste guardadas na penteadeira parecendo que brilhavam de tão chamativas.

Levanto. Corro no banheiro. Já tomei mais de um litro de água. “Pronto, a primeira do dia foi, estou tomando muito líquido, então vai diluir ainda mais, não é hora de testar, se controle”. Corro pro Google pra conferir a sensibilidade dos testes que estão aqui. “Olha só, não são tão sensíveis, você precisa esperar o atraso, você prometeu isso pra você mesma. Sem desespero”.

Vou pro Facebook. Desabafo no Tentantes Empoderadas. Todo mundo sempre fala que é preciso esperar o atraso. Paro de ler histórias de testes feitos cedo. Fertility Friend acusa 50% de positivos feitos nessa data. “Páre de me azucrinar, aplicativo”.

Falo com a amiga tentante por inbox. Abro o coração. Ouço que é melhor esperar mesmo, mas que ela tem certeza de que tem um bebê aqui no forninho. Começo a acreditar – apesar de não saber bem ao certo se me sinto grávida ou se é o desejo tão forte de ter meu mundo completo.

Prometo me jogar no trabalho pra esquecer do tema. Não dá. Venho pro blog colocar pra fora um pouco dessa angústia da fase lútea.

Me pego pensando que as chances de um negativo são altíssimas, e que eu não preciso ficar de bico no dia do aniversário do marido. Que o melhor mesmo é esperar – a data prevista pra Miss Red é segunda, dia 08. Prometo que se na segunda-feira não vier, na terça cedo faço o teste.

Tenho vontade de chorar. Me sinto irritada, impaciente. Sintomas? Não. Só ansiedade mesmo.

4

BC Papeando com “Azamigas” – Ensaio newborn

O tema da Blogagem Coletiva de hoje é uma fofura só e foi indicado pela Nathy, do Antes do Positivo:

“Vocês pretendem fazer/fizeram o newborn do bebê de vocês? Quais as poses mais desejadas? Pretendem fazer/fizeram em um lugar específico?”

Bom, desde que um casal de conhecidos postaram fotos do ensaio de recém nascido do caçula deles, eu me encantei pela ideia. Acho os tais ensaios newborn de uma delicadeza sem fim, e uma ótima recordação. Inclusive sou mais chegada no ensaio do bebê recém nascido do que no de gravidez, sabiam? Sei que sou polêmica e que posso mudar de ideia mais para a frente, mas se hoje eu tivesse que escolher entre apenas um deles, com certeza seria o newborn.

Sobre as poses eu nunca pensei. Acho melhor deixar ao cargo do fotógrafo – um bom profissional, especializado nesse tipo de fotos, vai saber bem melhor do que eu indicar os ângulos e formas apropriadas de posicionar o pacotinho na hora. Já o lugar, será o estúdio que a gente escolher ou mesmo aqui em casa – dependendo, mais uma vez, da visão profissional do fotógrafo.

Gosto muito das imagens do Studio Gaea, aqui de Curitiba. Corre lá no blog deles dar uma olhada (preferi não reproduzir nenhuma imagem aqui, já que foto de criança é sempre delicado e por mais que os pais tenham autorizado o fotógrafo a publicá-las, a autorização vale apenas para a divulgação daquele trabalho sob a tutela daquele profissional, e não para o blog da tentante aqui, rs).

Quer mais? Pesquisando para esse post me encantei pelas fotos da Carol Cavichiolo e do Chá para Dois.

Bom, agora é a minha vez de indicar o próximo tema, para o dia 10/12, uhuhu! Obrigada pela confiança, Nathy. Vamos lá:

“Bibliografia: Que livros, blogs, revistas e portais de conteúdo sobre gestação e maternagem você mais gosta? Qual foi o primeiro livro sobre o assunto que você foi atrás? Qual fonte de informação você acha indispensável para essa fase e por quê?”

Para a BC do dia 17/12, sugiro que a Juliana, do Devaneios de uma Tentante, indique o tema 😉