Relato da gravidez: 21 semanas

E eis que finalmente vou tentar fazer um “diário” da gravidez, semana a semana. Isso porque muitas vezes me pego pensando em coisas que acontecem, sensações, sintomas (sim), e por não registrar, sei que vou esquecer rapidinho. Então me proponho a, toda terça-feira (dia em que completamos semanas por aqui), vir escrever um pouquinho sobre os dias que passaram.

Pois bem, 21 semanas. Desde a semana anterior já sentia Helena dando seus chutinhos, principalmente quando eu me agitava muito. Não tem como, bebê sente tudo que a gente sente, né? Mas nos últimos dias a sensação tem sido indescritível. Ganho bom dia sempre que acordo, e basta parar um pouquinho pra sentir Pacotinho dando seus “ois”. Já dá pra sentir os movimentos colocando a mão na barriga – claro que é bem sutil, e realmente tem que prestar atenção. Só eu que sou surpreendida pela intensidade das pancadinhas internas, rs. As avós já sentiram, bem como o papai (que ficou meio assim porque é bem levinho mesmo, hahaha) e algumas amigas.

Sentir o baby mexer é algo indescritível, né? Ainda mais quando são os chutes. Porque até então era aquele “blololom” dentro da barriga que, eu confesso, nunca sabia se era a Helena ou meus órgãos, hahaha! Mas chutinhos são inconfundíveis – e basta eu parar para pensar um pouquinho neles que começo a chorar.

Outros sintomas? Comecei a ter dificuldades pra dormir – mais pela barriguinha mesmo. Uso um daqueles travesseiros de corpo (melhor compra desde as primeiras semanas!) mas às vezes parece que não é suficiente. Acordo pra me virar na cama – ato que já não é tão simples assim – e dependendo de como eu durmo, fico com um incômodo na lombar o dia todo. Isso deve mudar logo, porque essa semana começo a yoga para gestantes. E preciso criar vergonha na cara e fazer um outro exercício leve (caminhada ou bicicleta, recomendados pelo médico) aqui na academia do prédio mesmo.

Mais? Uma fome desesperadora. Sério. Se eu não como de duas em duas horas (pois é), passo mal. É dor de cabeça, tontura, fraqueza… Fora que aí quando eu vou comer, passo mal de vomitar. Então tenho me policiado pra comer sempre – o problema é que frutinha e coisas leves não adiantam. Preciso de carboidraaaatos, dooooooces, tudo “super saudável”.

Esse sintoma já vem de alguns tempos – tanto que na última consulta com o GO, semana passada, descobri que foram 3kg ganhos em um mês e meio. Não tomei bronca (segundo o médico, tinha esse extra pra engordar, já que ganhei bem pouco peso no comecinho – cheguei a perder 2kg), mas um alerta: não dá pra continuar nesse ritmo. Então tenho procurado fazer escolhas conscientes. Por exemplo, meu café da manhã virou uma porção de frutas diversas picadinhas (comer frutas em jejum faz milagres pelo intestino – oversharing), uma fatia de pão integral com queijo minas e peito de peru e uma caneca de café com leite desnatado (só usamos esse aqui em casa, e eu não adoço bebida nenhuma). Almoço eu procuro comer salada, carboidrato (integral, de preferência) e proteína, mas no jantar a coisa desanda. Marido em casa, né? Pizza, lanche, churrasquinho… Fora que, com essa história de ter fome o tempo todo, não tem iogurte que dê conta. Então volta e meia vai uma batatinha frita, um chocolate… É nessas porcarias que preciso me controlar melhor – não tanto pelo “ah vou engordar e vou ficar feia”, e sim porque acarreta um risco maior de diabetes gestacional e outros probleminhas de saúde. E ninguém merece, né? É mais fácil moderação em tudo agora do que ter que cortar geral mais pra frente.

O enxoval, depois da viagem que fizemos no final de abril, está todo comprado. Faltam coisinhas tipo toalhas fraldas da Cremer, travesseirinho e fronhas (simplesmente esqueci), uns frufrus pro quarto, cabides… Mas são coisas que vou esperar montar o quartinho pra ir atrás – meus armários estão com coisas da Helena saindo pelas frestas, hahaha, e não tenho mais onde armazenar nada. A previsão é começar a mexer nisso agora em maio e junho (primeiro o rodapé, que ainda não instalamos, e na sequência o armário – que vamos fazer sob medida). Os outros móveis (berço e cômoda) iremos herdar de uma prima que está trocando o quartinho da baby dela – inclusive a poltrona de amamentação e o moisés de vime (que vai ficar no meu quarto pros primeiros meses) já estão aqui.

Dessa semana foi isso. Hoje entramos na semana 22, e parece que tudo está passando tão rápido… Às vezes queria parar o tempo, sabe? Deixar minha menina aqui dentro, sendo só minha, podendo protegê-la de quase tudo… Mas não é tão simples assim.

E vocês, como estão?

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5 thoughts on “Relato da gravidez: 21 semanas

  1. Bem que eu queria fazer um “diário”, mas infelizmente não consigo! rsrs O ruim é que vou esquecer bastante coisinhas, como vc falou. 😦
    Nossa, realmente passa muito rápido. Outro dia tive um ataque de choro por causa disso…rsrs
    Beijos

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    • Ah, Thata, tenta um tempinho por semana – nem que seja pra você escrever apenas para você! Tem tantas coisas que eu já me arrependo de não ter registrado… Passa voando! E lá na frente vai ser uma delícia rever as sensações da gravidez.
      Um beijo!

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