Relato da gravidez: 24 semanas

Hoje são 24. Como passa rápido!

Desde sexta-feira Helena tem se mexido muito. Tipo muito mesmo. O que antes era esporádico, em alguns momentos só, já rola o dia inteiro. Altos chutes e cambalhotas aqui dentro! Acho uma delícia, porque volta e meia ela resolve me dar oi… Ou não me deixar dormir, como foi no domingo pela manhã: eram oito da manhã, acordei mas resolvi que iria aproveitar pra dormir mais. Quem disse que a Pacotinho deixou? Brinquei que foi porque o pai saiu do quarto e ela resolveu que não queria ficar só comigo, rs.

Escolhemos a cor do quarto, finalmente! Agora é comprar os apetrechos e torcer para um domingo de tempo firme. Dos móveis, vamos mandar fazer o armário agora em junho (será embutido, presente dos avós maternos). Cômoda e berço vamos herdar de uma prima – ela falou que em coisa de uns 45 dias já passa pra gente. Nosso ninho tá tomando forma!

Dos sintomas bizarros, colostro resolveu dar as caras de novo. Ontem cheguei a sujar uma camiseta e o pijama, até que me dei por vencida e catei um daqueles “absorventes” de seio que trouxe de viagem. Foi pouquinho, logo parou, mas fiquei encucada – porque foi de um lado só. Amanhã tenho consulta, vou perguntar pro médico se é assim mesmo, né? Vai saber =P

As emoções tão daquele jeito. E esses dias aconteceu algo que me deixou bem chateada: recebi uma mensagem no sentido de “vi que você estava desanimada-fiquei preocupada-você não pode se sentir assim”. Poxa, gente! É claro que eu posso. É claro que toda grávida pode. Sim, é o momento mais feliz da minha vida até hoje – ser mãe era tudo o que eu mais queria, e realizar esse sonho é surreal de tão incrível. Mas isso não significa que eu tenha virado a Poliana e que todos os dias sejam lindos. Tem dias em que nem eu me aguento. Tem momentos em que o mau humor pega sim. Tem horas em que eu me sinto incomodada, que eu me sinto perdida e não sei direito quem sou. E, olha só: isso é normal.

Parece que grávida tem a obrigação de viver num mundo colorido e radiante, né? Como se a gente não tivesse direito de sentir e viver nossas emoções profundamente. Mas deixa eu te contar algo: tentar esconder sentimentos só faz com que eles piorem, somatizem, virem monstrinhos. A gente precisa sentir, viver, analisar e aprender com eles. E isso inclui os momentos felizes e aqueles sem sentido, também. E ter dias difíceis não faz de mim “menas mãe”, não significa que minha bebê não é amada e esperada. Simplesmente significa que eu sou um ser humano.

E vocês, como passaram a última semana?

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4 thoughts on “Relato da gravidez: 24 semanas

  1. AS pessoas exigem que todas estejam felizes o tempo todo né? A tristeza faz parte também e é super saudável para o psíquico (falo tristeza, momento de reflexão, e não doenças como depressão)!
    Viva seu momento!

    Que bom que vocês estão bem e os preparativos estão caminhando!
    Beijo grande!

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