Relato de gravidez: 27 semanas

Atrasada, quase fora do “prazo” (que é no máximo no máximo às quartas-feiras, combinado comigo mesma), mas aqui pra falar de completar 27 semanas. Estamos nos últimos dias do segundo trimestre, e aiaiai que frio na barriga!

A última semana foi tensa em questão de dores. Não teve um dia em que eu não sentia meu sacro trincando de dor, lombar incomodando, sem posição, sem jeito pra dormir, sem conseguir trabalhar direito pelo incômodo… Vontade de chorar, mesmo. Mas aí chegou a última segunda-feira, voltei pra yoga (o/), ganhei uma bola de pilates (o/ o/) e foi só alegria. Inclusive, meninas gravidinhas que sentem o sacro/cóccix incomodar: troquem a cadeira pela bola de pilates. Hoje trabalhei o dia todo sentadinha nela e foi algo incrível! Senti o cansaço bater no horário de sempre, porém sem as dores terríveis.

Outro sintoma chatíssimo que resolveu “dar as caras” foi a prisão de ventre (#verdades, aqui não tem máscara cor de rosa pra falar de gravidez não, gente). Haja água, alimentos integrais, frutas – e mesmo assim, nada. Uma grávida conhecida indicou tomar em jejum um suco com mamão, laranja, ameixa seca e linhaça. Comprei tudo no mercado hoje e vamos ver como se desenrola. Não quero apelar pra medicamentos, e tenho que levar de alguma forma pelo menos até a próxima consulta, no final do mês.

E o cérebro de grávida, como a gente lida? Ontem fui para uma outra cidade participar de um curso – e chegando no aeroporto para embarcar de volta pra casa, deixei o celular no carro. Gente, eu não deixo o celular em lugar nenhum! E ficou no banco do táxi. Eu bati pino no aeroporto, sem conseguir raciocinar-colocar créditos no outro aparelho que estava comigo-conectar a wifi no iPad e falar com alguém-buscar o taxista pelo aplicativo que usei para pedir o táxi. Simplesmente não ia! No final, tudo deu certo: um outro passageiro achou o celular, entregou pro motorista, meu marido conseguiu falar com ele, ele voltou me devolver o aparelho… É, tem gente boa no mundo!

Mas me conta o que a gente faz com o cérebro, por favor?! Hoje, inclusive, estava ajudando o marido a procurar um cabo. Eu abri uma gaveta, não encontrei. Tempos depois fui guardar um item na mesma gaveta e OPA o cabo tava ali em cima de tudo. Tenho ficado com medo de mim mesma – e acho que vou começar a fazer listas e mais listas de tudo o que é importante, para não deixar nada passar. Não confio mais na minha memória e raciocínio, rs! Dizem que é super normal – e inclusive uma forma da gente se preparar para o parto (algo puramente instintivo, e por isso o racional acaba ficando “de lado”).

Voltei a ter siricuticos com o quarto. Comecei a colocar no papel tudo o que falta (estamos na mesma de semana passada ainda), e a formiguinha do “não-vai-dar-tempo” me mordeu. Aí é respirar fundo e tentar me controlar, né? Tudo o que Helena precisa ela vai ter: amor, leite, um lugarzinho pra dormir, aconchego. E fralda a gente compra na farmácia e troca onde der. #vaidartudocerto

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