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Relato de gravidez: 37 semanas

Olha só eu “perdendo o prazo” de escrever o relato da semana! E olha que tivemos ~emoções. Vamos lá?

Depois do ultrassom na semana passada, ficou mais difícil lidar com a ansiedade. Resultado? Emoções à flor da pele. Choro, nervosismo, impaciência, tudo junto e ao mesmo tempo. Ê lele.

No final de semana, fizemos nosso ensaio fotográfico. Vi duas imagens só, e estão incríveis! Queria muito registrar a barriga, nossa família, o quartinho da Helena… Agora é esperar o fotógrafo editar e mandar o material pra gente 😉 O mais engraçado foi que, depois que terminamos as fotos (e eu fui dar uma cochilada), marido me perguntou se eu estava feliz e se Helena já podia nascer. Eu respondi que sim, e na segunda senti contração de treinamento (inegável, dessa vez) e colicazinhas bem leves. As cólicas se repetiram na terça e ontem – mas não dói, parecem aquelas cólicas bem suaves que avisavam que teríamos menstruação em breve, rs.

Ontem, na consulta de pré-natal (que agora passa a ser semanal!), fizemos um toque. O colo tá bem molinho, mas nada de dilatação. Não quer dizer nada – o que vai determinar o TP, segundo o próprio Dr Cecílio, são contrações ritmadas e intensas. Agora é aquilo de esperar a Pacotinho querer nascer, né? Na hora dela, no tempo dela.

As conversas com o médico e com a doula (semana passada tivemos o primeiro encontro oficial, rs) me acalmam. Me tranquilizam. Me ajudam a controlar a ansiedade, entender que agora todo dia pode ser o dia – porém continuamos trabalhando com metade/final de setembro. Se ela vier antes, é porque é o momento dela. Se não, também.

Ah, os desconfortos tem se mantido. Hoje, inclusive, peguei ~folga no trabalho e tou aqui de olho nos e-mails, direto do sofá. Meu cóccix dói, parece que levei uma surra hahaha e que meu quadril está abrindo. Opa, e não é que está mesmo? Graças a Deus pela minha carreira, por trabalhar de casa, por ter essa oportunidade de diminuir o ritmo quando sinto necessidade. Não quero parar 100% o trabalho já, mas uma folguinha faz bem de vez em quando.

A última “crise” aqui foi descobrir que comprei bodies lindos tamanho RN pro enxoval, porém que uns branquinhos seriam mais fáceis de combinar. A sensibilidade me fez cair num choro de “minha filha vai ficar feiaaaaaaaa porque nada combinaaaaaa” mesmo sabendo que era exagero, haha! Devo comprar então mais uns dois ou três bodies só pra combinar com as outras roupinhas, e pronto. Mãe louca, viu?! Coitada dessa menina.

E vocês, como estão?

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Relato de gravidez: 36 semanas

Uau, oficialmente entramos no nono mês! Para todos os efeitos ainda estamos “de sete meses”, hahaha, mas é inegável que está chegando a hora de conhecer nossa pequena!

O último final de semana foi para finalizar o quartinho. “Finalizar” entre muitas aspas, né: ainda faltam três quadrinhos (que dois deles eu não faço ideia do que colocar dentro da moldura) e o móbile, que falta só pendurar. Ufa! Até o próximo domingo precisa estar tudo pronto, já que vamos fazer uma sessão de fotos aqui em casa pra recordar do barrigão =)

Finalmente também comprei minhas camisolas e lingeries pós-parto. Está tudo levadinho e cheirosinho – mas ainda falta arrumar a mala. E comprar um chinelo (não quero levar minhas havaianas super surradinhas pra maternidade, haha!). E os absorventes pós-parto. E carregar as câmeras (de foto e a GoPro, pra filmar o parto). E terminar o plano de parto (que está rascunhado, só). E a mala da Helena né, que eu nem mexi. Oh vida, parece que nunca vou terminar tudo! Vocês tem essa sensação, também?

De sintomas, os últimos dias foram de cansaço puro. Os incômodos pra dormir começaram – falta posição, acordo váááárias vezes pra ir ao banheiro… E mesmo quando durmo melhor, parece que o corpo pede arrego facinho facinho.

Acho que senti minha primeira contração de treinamento, haha! Não tenho certeza, porque foi um misto de cólica-incômodo-barriga dura enquanto descia as escadas aqui do prédio, e não voltei a sentir depois… Pode ter sido só um desconforto momentâneo, né?

Ontem, inclusive, um novo sintoma deu as caras: refluxo. Quer dizer, acho que é refluxo, rs! Uma sensação permanente de “algo” na garganta. Não queima, não arde (então não é azia), mas não passa. Quer dizer, até passa: enquanto estou comendo. Mas nem 10 minutos depois de um lanche ou refeição, mesmo que eu não deite, é batata: vem a sensação incômoda. Como lidar com isso, gente? Espero que não fique assim todos os dias.

As estrias também resolveram mostrar a que vieram. Já tinha algumas no seio desde a metade da gravidez… Tomo muita água, procuro manter uma ingestão equilibrada de vitaminas e nutrientes, hidrato o corpo todinho como se não houvesse amanhã… E mesmo assim apareceram mais linhas vermelhas no alto das coxas, na parte interna das coxas e nos flancos. Fiquei toda brocoxô, mas marido me disse uma coisa bem real: eu fiz tudo o que podia pra evitar, mas pareço ter tendência. Adianta sofrer? Não. São as marcas que o meu corpo exibe por gerar uma vidinha. Então o negócio é não olhar muito no espelho sem roupa (hahaha!) e focar na parte boa. Minha fisioterapeuta dermatofuncional, que faz as drenagens linfáticas, disse que a pele tá super hidratada, e que as linhas que estão por aqui são sinal de tendência do organismo mesmo. E que depois que Helena nascer, a gente vê o que faz para sumir com elas 😉

Ah, mais um sintoma bizarrinho, que eu nunca tinha reparado até hoje: GENTE como minha virilha está escura! As axilas eu já tinha percebido (ficam mais no campo de visão, hahahaha), mas não tinha reparado na virilha até então. Ê melatonina dando o ar da graça, viu?!

Ontem também fizemos um ultrassom – possivelmente o último da gestação o/ Helena está com aproximadamente 43cm, 2,5kg, muitos cabelos e totalmente encaixada. Tipo muito mesmo. A médica disse que duvida que eu chegue na DPP… Mas tenho tentado manter a calma desde então: primeiro bebê costuma encaixar super cedo, eu não tenho contrações nem nada, nenhum sinalzinho de que a moça está chegando, ela pode ficar assim por semanas. Vamos ver o que o meu GO diz na próxima consulta, que será semana que vem.

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Relato de gravidez: 35 semanas

É, mais um marco vencido! A cada terça-feira eu me assusto um pouquinho mais, ao ver o quanto o tempo voa. Procuro nem pensar lá pra frente – que com 36 semanas completas, por exemplo, entramos no nono mês de gestação. Uma semana por vez, não é?

Helena tem mexido consideravelmente. As crises de soluço acontecem com mais frequência – não todos os dias, mas o suficiente pra apertar meu coração. Pensa que mãe mole e chorona eu serei, gente! Sei que os soluços são um ótimo sinal, dela amadurecendo, mas não consigo não ficar com peninha ao sentir/ver a barriga dando pulinhos ritmados. Eu odeeeeio soluçar, espero que dentro da barriga a sensação seja mais confortável, rs! Ah, e descobri que minha Pacotinho tem vingado minha mãe: todo dia ela estica e enfia o pé na minha lateral direita. Marido esses dias viu, sentiu e chocou! Chega a dar uma dorzinha incômoda, em alguns momentos parece que ela vai abrir a pele e sair por ali mesmo. Minha mãe me contou que eu fazia igualzinho, inclusive no mesmo lugar. Nem posso brigar com a bebê, né? Aprendeu direitinho com as raízes, rs.

Conversando com o marido essa semana, percebi o quão grata eu sou. Em pleno oitavo mês de gravidez tô super ativa, sem dores, sem repouso, inchando menos do que esperava (em dias quentes retenho mais líquido, normal, mas nada absurdo), sem problemas. Ok, as estrias apareceram (além de nos seios, no alto das coxas e tão querendo surgir nos flancos) mesmo com os litros de água e cremes, mas são detalhes estéticos. Tenho meus momentos ruins? Claro! Mas a gravidez em si tem sido deliciosa. Canso mais fácil, preciso respeitar os novos limites do meu corpo – mas nada que me impeça de levar a vida de um jeito leve e gostoso. Nem nos meus sonhos mais utópicos achei que seria assim! Vamos ver como se desenrola daqui pra frente: já sinto a barriga mais pesada, já preciso descansar um pouco mais do que antes, já tem ficado mais difícil pra dormir em algumas noites… Mas tudo faz parte, nada preocupante e nada que a gente não possa lidar.

Falando em barriga cada vez maior, minhas roupas já não me servem mais! Até as leggings que comprei pensando na gestação, dependendo do dia, parecem incomodar. Resultado: todo mundo que me vê deve achar que tenho as mesmas 4 ou 5 peças, hahaha! Nos dias de calor que tem feito por aqui, dois vestidos e uma saia de malha tem me salvado. Ainda bem que trabalho em casa: dá pra ficar de calça de pijama molinha o dia inteiro, sem nada apertando o barrigão!

Essa semana tivemos consulta, e saí de lá super tranquila. Ganhei só 100g nos últimos 15 dias, e olha que na semana passada a gente teve jantares e mais jantares. Então controlar a alimentação direitinho durante o dia, evitar porcarias, trocar o elevador pela escada e caminhar 2 ou 3 vezes por semana estão fazendo efeito! Helena tem crescido, pela altura uterina, então tudo perfeito. Os exames estão em ordem – antes da próxima consulta devo fazer o do cotonete e também um de sangue para clamídia, pra usar como argumento quando a gente for recusar o colírio de nitrato de prata. Semana que vem temos uma ultra também, para ver o desenvolvimento da pequena. E, segundo o GO, ela deu uma “baixada”: a cabeça dela está mais na pelve do que estava antes.

No final de semana, ganhamos nossa cômoda! No domingo, enquanto meu marido e meu pai foram assistir futebol, eu e minha mãe limpamos e começamos a organizar as coisinhas da Helena nas gavetas. Aos poucos estou arrumando o armário e a cômoda, mas o quarto já está com os móveis todos no lugar! Decidimos comprar um criado mudo para usar de apoio para a poltrona de amamentação e também para abrigar garrafa térmica e kit higiene, já que temos espaço e o trocador ocupou toda superfície da cômoda. Acredito que essa semana vamos na Etna buscar (encontrei lá um modelinho que me agradou e não está tão caro), e quero aproveitar para pegar os detalhes que faltam: lixeira pequena, bandeja, garrafa térmica, potinhos para a troca de fralda e também para abrigar coisinhas miúdas nas gavetas. Combinamos também de nesse final de semana pendurar as decorações nas paredes, e logo devo montar as malas de maternidade. Ufa!

Por fim, ontem bateu cinco minutos de reflexão e, digamos assim, carência. Caiu a ficha de que em breve eu não serei mais a Nina, e sim a mãe-da-Helena. Senti uma necessidade imensa de ser mimada, agradada, de que resolvam coisas por mim e me surpreendam, porque sei que em breve eu mesma não vou conseguir me entregar a essas coisinhas. Percebi que mesmo durante a gravidez, fui deixando de lado coisas que fazia por mim – por exemplo, me maquiar. Meus cuidados de beleza se resumiram, nos últimos tempos, a cremes contra estrias e filtro solar: maquiagem, só o mínimo do mínimo e quando iria sair. Então resolvi começar a mudar isso, afinal, depois que Helena nascer é que não vou ter tempo de nada! Hoje acordei, troquei de roupa (resisti às calças de pijama o/) e fiz uma maquiagem levinha, para ficar trabalhando mesmo que sozinha. Já animou meu dia, sabe? Ainda mais que não estou 100% satisfeita com a aparência (algumas espinhas resolveram dar o ar da graça), então esses mini-mimos fazem bem. Essa semana ainda quero ver se marco uma tarde de mulherzinha: há eras não faço as unhas, e decidi que vou pra um salão fazer pé e mão. A gente merece, né?

Cuidar de mim, apenas por mim, é algo que eu sempre fiz e que sempre mudou meu humor para melhor. Não posso querer exigir que os outros olhem pra mim como a Nina, e não a mãe da Helena – mas posso mudar a forma como eu encaro tudo isso. Posso eu tomar a iniciativa de olhar pra mim, pras minhas necessidades, e verbalizá-las quando for necessário. O mundo não tem que adivinhar o que se passa pela minha cabeça e resolver minhas carências por mim, certo?

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Relato de gravidez: 34 semanas

Acordei hoje e li o alerta do app “What to expect”, dizendo que Helena já tem unhas nos dedinhos das mãos. Não sei se rio ou se entro em desespero, hahaha! Unhas, gente, micro unhas ❤

De uns tempos pra cá, mocinha tem estado super animada. É eu comer (seja a hora que for) e ela se esperneia toda – chega a dar uns incômodos. Mas conseguir filmar a barriga pulando, que é bom, nada! Já desisti, sei que não vou ter esse registro. Fico satisfeita só de curtir esses “bololons”!

Tem horas em que a barriga parece pesar mais – mas tudo normal, ainda mais para esses últimos meses. Meses nada, últimas semanas: parei pra pensar e, mesmo que Helena nasça de 42 semanas, faltam só oito. Oito semanas. Ai, me abana!

Terminei todas as moldurinhas do quarto dela. Agora estou selecionando as fotos, as frases que quero colocar – bem como terminando o enfeite da porta. Tou curtindo muito esse processo, sabe? Fazer algumas coisinhas com as minhas próprias mãos (mesmo que não fique perfeito) é uma delícia. Sensação de estar preparando o ninho de verdade.

Falando em ninho, nos próximos dias devo terminar de organizar as roupinhas e afins dela no quarto, e montar a mala de maternidade. Deu siricutico, eu sei, mas preciso fazer isso para ficar tranquila. E comprar o “enxoval da mamãe”: sutiã de amamentação, calcinha pós parto, todas essas parafernálias que eu nem tchuns a gravidez inteira. Apesar de meu instinto dizer que Pacotinho vem só final de setembro, quero deixar essas coisas já em ordem. E idem para o meu plano de parto: não vou entregar pra médico, pediatra nem equipe de enfermagem, mas quero colocar no papel e discuti-lo com o marido. Até porque na hora H ele é quem irá negociar os procedimentos com o pediatra, né? Acho que colocando no papel fica mais tranquilo da gente alinhar isso, e de não esquecer nada na hora.

Ah, fechei a doula! Minha instrutora de yoga é quem vai me doular, e estou mega feliz e tranquila com isso. Ela é fantástica, acompanhou um parto junto com o meu GO nesse final de semana, inclusive. Confio super nela, ela me acalma e já rola uma sintonia bem legal por conta das aulas de yoga.

Mais uma novidade? No final de semana eu ganhei um Chá de Bênçãos surpresa, feito por duas das minhas amigas mais próximas. Diz elas que iriam fazer mais pra frente, mas que leram uma história (que depois eu descobri ser a da Nana, a Louca do Bebê) em que a gestante iria fazer o chá mas não deu tempo e a baby nasceu antes! Foi um piquenique SUPER gostoso, bem íntimo (só a gente mesmo), em que eu pude falar, ouvir, ser ouvida, ser mimada… E de quebra ganhei um vidrinho de bênçãos: frases escritas por elas (e por mim) para eu ler no trabalho de parto, ou mesmo antes. Senti tanto amor, sabe? Recomendo para todas!