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Relato de gravidez: 33 semanas

Iiiih, olha só, primeira semana desde que eu comecei os relatos em que passa terça, passa quarta e naaaada de eu escrever. Mas aqui estamos!

A última semana foi super tranquila. Nada de sintomas novos, só uma barriga que cresce a cada dia!

E mesmo com a barriga crescendo, tivemos notícias boas com relação ao peso: essa semana, no GO, a balança acusou 1,5kg a menos o/ Então no final das contas, com os 2,5kg da quinzena anterior, fechamos em 1kg a mais no último mês. Ganhei parabéns do médico, êê! Agora vou desencanar um pouquinho de tanta restrição – mas quero manter as trocas que eu fiz, continuar sem guloseimas durante a semana, nada de ficar comendinho à noite enquanto assistimos TV, manter as caminhadas três vezes por semana… Vi que dá pra viver mesmo sem enfiar o pé na jaca. Mas confesso que sinto falta de algo mais gostosinho: e por isso vou voltar a comer algumas coisas mais, digamos assim, substanciosas, rs!

Uma coisa que fizemos essa semana foi hamburguer em casa. Me bateu aquela vontade, mas sabia que ir numa lanchonete, além do gasto, ia ser sofrido. Batata frita. Pão branco. Etc. Então moldamos os hambúrgueres em casa mesmo, comi o meu sem queijo e com uma fatia de pão integral e salada. Pra dar gostinho de hamburgueria, batata assada! Ficou super gostoso, e na próxima vez vamos testar fazer na churrasqueira. Foi uma forma de matar o ~desejo sem fugir da dieta, e deu certo.

Ah, compramos alguns detalhes da decoração do quarto e devemos colocar em ordem nesse final de semana. As molduras já estão pintadas de dourado, agora falta escolher e imprimir fotos e pôsteres pra cada uma delas. Comprei também o material pro quadrinho da porta: depois de ver os que eu queria por 300, 400 reais, decidi fazer por conta. Vamos ver como me saio nessa história – e quem sabe rola um remember dos tempos de blogueira e faço um tutorialzinho pra dividir aqui?

De ontem pra cá, resfriado me pegou. No final de semana o marido estava mal, e mesmo reforçando minha vitamina C era meio óbvio que eu pegaria também. Começou como a sinusite chatinha de sempre, e hoje minha voz já era. Falei com o médico ontem, ele recomendou aquele remedinho de sempre e muita hidratação. O mais chato é a garganta irritada! Haja cházinho, própolis e água. E soro fisiológico pra umedecer as narinas, rs! Ah, é uma coisa que eu não sabia: gripada ou resfriada, não é bom fazer massagens de nenhum tipo. Cheguei hoje pra drenagem e as queridas meninas que cuidam de mim explicaram que nesses casos, a massagem estimula o vírus e só piora o quadro. Ainda mais na gestação, é bom deixar pra depois!
De resto, não temos mais novidades. Rumo às 34 semanas, em pleno oitavo mês, frio na barriga de sempre. E matutando se mostra minha carinha aqui ou não – é tão bom ter um lugar pra escrever sem medo de que alguém descubra, veja o que eu escrevo, me julgue… 😛 

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Como presentear uma grávida?

Vamos lá. Ao longo dessas quase 33 semanas, eu comprei algumas coisas e ganhei outras super super úteis para o meu próprio conforto. Aí que fui reunindo essas ideias e resolvi colocá-las aqui no blog: vai que você resolve compartilhar como quem não quer nada e dar umas dicas aí de presentes legais para receber na gestação?

E confesso que receber um mimo pra mim é uma delícia. Nada supera a alegria de ver Pacotinho sendo amada por tanta gente – longe de mim parecer ingrata por tantos presentes lindos e úteis que a gente já recebeu. Mas é aquilo: na gravidez a gente se sente carente, confusa, não se reconhece mais… Ver que lembram da gente é fantástico! Rs.

O primeiro presente para grávida que eu ganhei foi do marido, lá no comecinho da gestação: um travesseiro de corpo. E gente, é sério: não sei como passaria pela gestação sem ele. Dá pra dormir agarradinha, pra apoiar a barriga, pra colocar no meio das pernas, e tudo-junto-ao-mesmo-tempo.

Outra dica é uma bola de pilates. Pode parecer um presentinho estranho, mas já comentei aqui nos Relatos de Gravidez: desde que troquei minha cadeira de trabalho pela bola, as dores no cóccix/sacro/lombar praticamente desapareceram. E olha que a barriga só cresce! Ps: se ofereça para encher a bola pela grávida, hahaha!

Camisolas e pijamas deslumbrantes para o pós-parto. Esse eu ganhei da sogra e da cunhada – tinha me apaixonado por uma, mas o preço era salgado (e sabem como é, nessa fase a gente só quer comprar coisas para o bebê…). Acabou que ganhei a bonitinha, e está lá separada para usar quando Helena nascer! Essas coisinhas a gente acaba deixando pra comprar de última hora, às vezes não acha algo legal… E é uma boa opção (caso você tenha intimidade com a grávida, né?). Eu amo as peças da linha Maternity da Loungerie – e inclusive vi hoje que eles lançaram na cor preta. Vou ter que passar na loja conferir, ops!

Cosméticos e afins. Eu sempre fui extremamente vaidosa, amo meus creminhos, maquiagens, me arrumar… Mas com a gravidez deixei as unhas de lado, confesso. Virou algo super comum me ver por aí de unhas limpas, só com base. Pura preguiça mesmo! Aí um dia minha mãe trouxe um presente para a Helena e um esmalte pra mim. Pronto, deu aquele incentivo pra eu pintar as unhas 😉 E é aquilo, quando roupa nenhuma parece cair bem, olhar pra unhas arrumadinhas já dá uma levantada na auto estima (mesmo quando a gente tá trabalhando de pijama).

Outro presente mara é um vale massagem, vale drenagem, day spa, uma aula de yoga… Só confira certinho se o local tem profissionais capacitados para atender gestantes, viu? Nem toda massagem pode ser feita em grávidas, e mesmo a drenagem tem algumas particularidades. Até mesmo a posição em que a gente fica na maca tem que ser vista com cuidado, rs!

Mas e o que não dar? Lembrem-se de que isso são opiniões minhas, não tou aqui c***ndo regra pra ninguém. Nada impede você de presentear uma grávida com algo da lista abaixo e ela amar – vai muito da intimidade de vocês e do quanto vocês se conhecem.

– Comida: se a grávida estiver de dieta (eu! eu!) e você aparecer com um bolo, uma caixa de chocolates ou coisa que o valha, vai fazê-la chorar. Juro. Talvez não na sua frente, mas depois que ela estiver sozinha, com certeza. Mas se ela não estiver de dieta e você ainda oferecer algo que ela esteja babando pra comer, só sucesso!

– Presentes com função muito específica: usando o exemplo da camisola ali em cima, nada de “olha só, pra você usar para receber as visitas”. Ou “um quadrinho pra você usar na porta da maternidade”. Ou “esse top pra tirar fotos da barriga”. Ou “essas lembrancinhas pra quando o bebê nascer”. Ou “a primeira roupinha que seu filho vai usar”. Gente. Gente. A intenção pode ser a melhor das melhores, mas confira com a mãe primeiro. Tem coisas que os pais vão querer escolher com todo o carinho do mundo – e se você não sondar essa situação primeiro e simplesmente entregar um presente com obrigação de uso, pode causar um mal estar daqueles. Claro que, se você conhece perfeitamente a escolha daquela mãe, ou já viu ela falando “já escolhi XXX, falta só comprar”, seria lindo se oferecer para presentear com aquele item.

Agora aproveita pra dividir comigo nos comentários: como presentear uma grávida? Tem mais alguma dica? A gente quer saber 😉

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Relato de gravidez: 32 semanas

Pausa pra eu surtar um tiquinho aqui: COMO ASSIM JÁ 32 SEMANAS? Ontem à noite caiu a ficha de que 32 semanas = sete meses completos, entramos no oitavo já. E que tá chegando cada dia mais perto. Senti medo – medo de ser uma péssima mãe, de não dar conta, de ver minha filha doente e não saber o que fazer, de não conseguir amamentar, de ela não me amar, de surtar, do puerpério, de como vai ser nossa vida a partir do momento em que ela nascer. Conversei com algumas amigas (fantásticas) e, no fundo no fundo, eu sei que vai dar tudo certo. Mas por alguns minutos me permiti sentir esse medo, botar pra fora – e fez bem. Ainda vou voltar a essas angústias aqui no blog, mas conseguir nomeá-las foi importante. Ter consciência daquilo que vai lá no fundo do meu coração ajuda, sabe? Inclusive a processar cada angústia e a lidar melhor com elas, a superá-las. Enfim. Relato de gravidez já começando com desabafo, né? Hehehe!

Apesar das semanas avançadas (hahaha! Quero só ver minha cara ao escrever o relato semanal lá pela metade de setembro), não sinto incômodos. Ok, vez ou outra as costas dão sinal de vida, ou mesmo a virilha (ai, a virilha!), a barriga começa a pesar… Mas nada insuportável. Já tive dores piores em outras semanas! Alguns creditam isso à yoga (e eu sou uma dessas pessoas), então, meninas, por favor: engravidou? Se joguem em uma atividade física, mesmo que leve. E falando em atividade física, depois da consulta médica da semana passada comecei a caminhar três vezes por semana. Já batemos uma semana nesse ritmo, e ontem (que era dia de descer pra academia do prédio), fui mesmo com o dia corrido e bem louco. Marido tem me ajudado, incentivado, vai comigo e tudo. Também trocamos de vez o elevador pelas escadas! Já virou costume, para subir ou para descer, a gente nem aperta mais o botão (só quando voltamos do mercado, hahaha, mas aí é um caso à parte). Acho que isso tem ajudado também com as dores, né? Vamos torcer pra continuar assim!

Falando em sintomas, desde que entrei numa alimentação mais controlada, intestino reclamou de vez. Parei com aquele suco mágico – afinal, tomar suco é bem pior do que comer a fruta, por uma questão de fibras e quantidade de frutas que a gente usa para um copo de bebida. No final de semana tive que apelar pra remedinho, porque a situação estava TENSA. O humor fica daquele jeito, né? Voltei a comprar mamão essa semana, ontem comi meia papaia com farelo de aveia e chia de lanchinho noturno e espero que as coisas voltem ao normal.

E a alimentação? Os primeiros dias de ~regime, como eu já previa, foram terríveis. De chorar, literalmente. Ainda tem horas em que bate uma deprê, em que eu só penso em comer até me sentir cheeeeeia. Mas fome não estou passando, então o negócio é respirar! Comprei geleia sem açúcar, iogurte sem gordura/açúcar/lactose, tenho controlado melhor as porções que eu como… Dei uma liberadinha de leve no domingo (dia do nosso Churrasco), comi alguns docinhos mas não me entupi de açúcar. Ontem voltamos à programação normal, com uma ou outra escapadela (tem docinho e lembrancinha aqui em casa ainda!), mas é assim: um docinho no dia. Nada além disso. Marido também tem sido super compreensivo: quando quer comer porcaria, faz questão de ser algo que eu não curto, ou mesmo come longe de mim. Ufa!

Distribuí melhor meu cardápio. Por exemplo, café da manhã é uma fatia de pão integral com cottage ou geleia sem açúcar e uma caneca de café com leite (que eu não adoço). Isso ali pelas 8h. No meio da manhã, uma fruta (tipo meio papaia, ou uma maçã fatiadinha com canela). Almoço? Arroz integral, franguinho desfiado com legumes (ou hoje, no caso, carne vermelha magra refogada com legumes e tempero oriental) e salada. Uma caneca de chá quentinho depois do almoço, pra combater o desejo por doce. Meio da tarde, um lanche mais reforçado: tipo um Rap10 integral com alguma proteína que tenha a geladeira, ou biscoitos de arroz com geleia. Se vou jantar mais tarde, no final do dia como uma fruta levinha (eliminei bananas e outras frutas ricas em açúcar aqui de casa!). Jantar, geralmente um repeteco do almoço. E uma ceia leve antes de dormir, se a gente jantou cedo (fruta também, ou mesmo um iogurte).

Confesso que estou apreensiva com a próxima consulta do pré-natal, que acontece na quarta que vem. Se eu não consegui controlar o peso dessa forma (não tenho balança em casa, então não tenho esse controle – vai ser na base da surpresa mesmo), não sei mesmo o que fazer. Porque com o cardápio como está meu estômago já rooooonca algumas vezes, rs! Mas vamos ter fé de que as coisas estão bem, de que eu consegui controlar o peso e de que vai dar tudo certo. Se não der, a gente pensa depois na solução. Bora (tentar) não sofrer por antecedência!

Sobre o Churrasco de Fraldas, foi bem legal! A decoração ficou fofíssima, mais linda do que eu tinha imaginado. Contei com as mãos de fada de uma amigona, que é fera nessa parte, e ficou adorável! Veio praticamente todo mundo, e a parte mais legal foi termos separado um caderninho para as pessoas escreverem recados para a Helena. Lendo um por um, depois que tudo terminou, eu caí no choro! Daqueles compulsivos, de ficar com o nariz vermelho e tudo… Senti que minha filha já é tão amada que só pode ser considerada uma menina de sorte! E confesso que meu ciúme da pequena deu uma aliviada: caiu a ficha de que as pessoas a amam e que isso não diminui o meu amor por ela. Baixei a guarda durante o Churrasco, sabe? E me sinto bem mais leve desde então.

Aproveitei também que no final de semana, na segunda e ontem tivemos sol, e lavei mais roupinhas! Quase tudo limpo e cheiroso já: faltam agora poucas peças de 6 meses e mais um tanto das de 9 meses ou mais. O quarto da Helena tá que é só cheiro de nenê, por conta das roupas e também das 1.686 (!!!!) fraldas que ganhamos no domingo. Tá tudo bagunçado ainda, mas o cheirinho, hmmmmm! Vontade de não sair de lá!

E vocês? Como andam os sintomas, preparativos, sentimentos?

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Relato de gravidez: 31 semanas

Mas onde é que a gente para esse tempo? Não tou preparada, não, rs!

A última semana foi super mega tranquila, fisicamente falando. Nenhum sintoma novo, quase zero incômodos… Mas o emocional, afff, fugiu pela janela! Principalmente depois da última consulta com o GO: foram quase 2,5kg em quinze dias.

Tomei bronca, claro. Ouvi que não posso engordar pelos próximos 15 dias, senão vou pro acompanhamento nutricional (= dieta). Brinquei, dei risada, falei que a balança devia estar quebrada… Mas saí de lá me sentindo um caco, merecedora do #troféumenasmãe por não ter cuidado direito da alimentação. Ouvir “risco de desenvolver hipertensão” realmente mexeu comigo. Chorei, chorei, chorei, ganhei colo do marido, comprei muitos legumes e algumas frutas, passei “fome” no primeiro dia, mau humor, vontade louca de um docinho, mas fui forte e até meia hora de caminhada rolou. Agora que deram 24 horas dessa reviravolta, mas ainda tô aqui. Viva. Com uma dorzinha de cabeça chata (possivelmente pela falta de açúcar), mas comendo direitinho.

Minha maior dificuldade é à noite: marido só come lanche, porcaria, doce. O meu jantar foi sopa de legumes com quinoa e frango desfiado, mais meia fatia de pão integral. Enquanto a gente via TV (e o marido comia pipoca doce coberta de caramelo, fala sério), um pouco de abacaxi picado. Fui dormir antes do Masterchef (que a gente sempre assiste juntos) acabar, mal humorada, com “fome”, irritada, dor de cabeça, enfim, tudo. Sintomas clássicos de início de detox, né? Já passei por isso antes, sei que os primeiros dias são os mais difíceis. Não vou passar fome, só preciso acostumar o meu corpo a diferenciar fome da vontade de comer. Mas no momento, daria o mundo por um brownie. Ou por uma torta quentinha com café. Ou qualquer coisa doce, na verdade. Enfim. Bola pra frente, né? O surto “sou uma péssima mãe” já passou, afinal, não era pra tudo isso.

Ontem lavei roupinhas ❤ Hoje o tempo já deu uma piorada, fiquei com receio de lavar mais peças e acabar não secando direito. Mas ainda tem tempo, e dizem que segunda-feira teremos sol! Ou seja, a casa já tá com cheirinho de bebê. Delícia das delícias!

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Relato de gravidez: 30 semanas

Ain, 12 semanas até o final da gestação (e pode acabar antes, né?)! Melhor nem pensar muito nessa história de contagem regressiva, senão a ansiedade toda conta de mim de uma vez por todas.

Na última semana o cansaço pegou – os últimos dias, então, foram de um sono sem fim. Durante o dia, porque a noite custo a dormir (e de vez em quando não consigo pegar no sono depois de levantar pra uma daquelas idas espertas ao banheiro). Falando em banheiro, a bexiga tem dado sinais de vida bem constantes! Não dá pra deixar passar um banheiro. Haja água!

As fisgadas no baixo ventre que comentei semana passada ainda estão por aqui, mas já me acostumei. Tenho sentido também umas contrações de treinamento, mas nada incômodo demais. Zero flexibilidade, zero resistência, banquinho de plástico virou melhor amigo durante o banho: consigo sentar debaixo d’água, relaxar lindamente e até me secar com mais facilidade. Chama o guincho, gente!

Ontem tivemos US. Helena está cefálica (o/), com o dorso para a minha esquerda (o/), se movimentando bastante – mas segundo o médico que fez o exame, é difícil ela virar e ficar pélvica ou transversa. Todas comemora o/ o/ o/ Ela tem mexido incrivelmente, até interage com a gente (se está afim, né?). Acho incrível que consigo identificar um pézinho me dando bom dia, um bumbum empurrando a minha lateral. Tanto, tanto, tanto amor! Quero que essas próximas semanas demorem a passar, quero que ela não nasça nunca, mas também quero vê-la e morder aquele narizinho lindo logo ❤

O quarto está tomando forma, amém! Armário tem ventilado bastante desde a semana passada, amanhã quero terminar de comprar algumas coisas do enxoval, e espero na próxima semana já começar a lavar as roupinhas e lençóis e etc. Tá chegando, né? Vai que a moça resolve ser das apressadas? não pensa, não surta, respira, relaxa.

Daqui a alguns dias teremos um churrasco pra comemorar a chegada da pequena. Acabou que a lista de convidados ficou maior do que a gente esperava, mas só gente linda pra dar amor pra nossa Helena. Topei o churrasco meio a contragosto (não queria chá, não queria nada – tou bem bicho do mato na gravidez), mais por pressão do marido, mas estou curtindo os preparativos! Vai ser bem simples, vou só montar uma mesa de doces e bolo bonitinha com a ajuda de uma super amiga… Tenho inventado umas modas aqui, prometo que trago fotos depois (nem que seja só da decoração mesmo).

Emocionalmente, o bicho tem pegado. Esses dias entrei numa crise de não sou boa o suficiente, como vamos ser responsáveis por criar e educar um ser humano, essas coisas. Mas Papai do Céu capacita, nisso eu tenho fé! Sei que não serei uma mãe perfeita, sei que não seremos os melhores pais do mundo – mas seremos o nosso melhor. Com nossas falhas, com nossos acertos, mas acima de tudo com muito amor. E o que me resta é pedir para que o Espírito Santo nos guie nessa obra, né? Porque a Helena é o maior presente que poderíamos receber de Deus.

E vamos que vamos o/

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Relato de gravidez: 29 semanas

Mas gente, e essas semanas que não param de passar? Até me assusto com a velocidade das coisas, da barriga crescendo, com a força dos chutes que eu levo…

Essa semana tivemos consulta com o obstetra, e tudo perfeitinho! Engordei menos no último mês do que nos anteriores (já estava suando frio imaginando qual seria o resultado da balança) e a minha intenção é não passar de mais 4 ou 5kg até o final. Vamos ver como as coisas caminham, né? Porque pareço ter um buraco negro no lugar do estômago! Haja pão integral, aveia, frutinhas – porém em quantidades! Tenho tentado focar na alimentação mais correta, mas as noites tem sido difíceis: não sei se é porque tenho companhia pra comer, ou se pela mania de beliscar enquanto assisto TV com o marido… Se deixar, eu não paro de comer depois das 18h até ir dormir.

Inclusive caí na risada esses dias vendo “sugestões de cardápios para gestantes”. Me conta como é que uma grávida em pleno terceiro trimestre consegue passar a tarde toda, entre almoço e janta, comendo duas torradinhas ou três biscoitinhos? E olha que eu tomo bastante água, então não estou confundindo sede com fome, não. Certeza que quem bolou esses cardápios nunca engravidou, só pode.

Enquanto escrevo esse post, estão ali no quarto da Helena montando o armário o/ A marcenaria conseguiu adiantar e entregar 10 dias antes do prazo solicitado, uhuhuhu! Agora é limpar bem, deixar arejar (pra sair aquele cheiro de madeira nova) e começar a lavar as roupinhas, comprar o que falta… Que delícia, que delícia, que delícia!

O cansaço (que já tinha dado as caras) parece apertar cada dia mais um pouco; não dá pra abusar senão fico imprestável. Então tenho procurado distribuir bem as atividades ao longo da semana, fujo de muitos compromissos não tão necessários… E assim vamos esperando que família e amigos compreendam =) Não é uma necessidade de repouso, gravidez não é doença… Mas nesse momento a gente precisa pensar no meu bem estar. Não dá pra querer fazer tudo, eu não aguento o mesmo ritmo de antes – temos que respeitar meu corpo e minhas necessidades, né?

Ah, e de ontem pra hoje tenho sentido umas fisgadas bem doloridas no baixo ventre. A princípio achei que era sinal de cansaço (me empolguei na hora do almoço e fui picar/preparar frutas e legumes pra semana inteira, fiquei bastante tempo em pé) e parei com o trabalho mais cedo. Fiquei deitadinha, relaxando, mas nada do incômodo desaparecer. Eu me mexia e sentia fisgadas! Mas Helena continuou mexendo bem, nada de contrações ou coisa assim. Fui monitorando, tomei um Buscopan, dormi. E hoje de manhã? A mesma dorzinha chata.

Claro que mandei mensagem pro GO que, fofo e querido como sempre, me tranquilizou. Disse que sabe que incomoda mesmo, mas que é normal e eu não preciso me preocupar =) Então vamos lidando, né? Se é normal a gente supera 😉

Último tópico: doula. Tou querendo contratar a minha instrutora de yoga mesmo – sabe quando o santo bate? E fora que já rola um ~acompanhamento~ duas vezes por semana. Ai, as aulas são tão incríveis! A gente sempre papeia um pouquinho sobre parto, nossas dúvidas, angústias e expectativas antes da prática em si. É o tipo de compromisso que só me faz bem – para corpo e mente. Recomendo!

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Relato de gravidez: 28 semanas

A semana da introspecção – acho que podemos chamar os últimos dias assim. Me permiti obedecer meus instintos e passar o final de semana enfurnada em casa, curtindo chutes-gatas-marido. Confesso que foi a melhor decisão! A tranquilidade, o aconchego do meu lar, o isolamento me fizeram super bem – e Helena também gostou, a considerar o tanto de chutes e cambalhotas e cutucões que eu senti.

Viva o suco mágico que comentei na semana passada! Parece que deu um “up” no funcionamento do corpo como um todo, e enquanto está funcionando vamos com ele. Tem dias que jogo um punhado de couve, outros um pedaço de gengibre… Mas a base tem sido a mesma sempre: mamão, laranja, ameixa seca e linhaça.

As noites que tem sido agitadas. Até que pego no sono rápido, mas quando acordo durante a madrugada, custo pra voltar a relaxar. E dona Pacotinho aqui gosta: chuta, se mexe, se embola de um lado para o outro na barriga… Vira uma festa no meio da noite!

Ontem fomos em mais uma maternidade aqui de Curitiba (e ainda estou devendo o post relatando como foi a primeira). Gostei bem mais do que a anterior! Ainda essa semana vamos em mais uma, e aí acho que “bato o martelo” sobre onde Pacotinho vai nascer.

Ultimamente tem sido difícil controlar a ansiedade com o quarto e as coisinhas da pequena – mas sei que isso não me faz bem. Sei que estamos fazendo da forma que dá, que agora não depende mais da gente… É um exercício de paciência, viu? Tenho tentado focar que, se por acaso alguma coisa acontecer e Helena resolver nascer com coisas faltando, alguém vai dar um jeito. Minha mãe pode lavar as roupinhas dela, alguém corre em uma loja comprar o que precisar, tem centenas de e-commerce aí pra facilitar essa tarefa… Vai dar tudo certo. Inspira. Expira. E lembra que vai dar tudo certo.

Falando em enxoval, quero comprar mais laços e faixinhas e roupinhas cuti cuti (que talvez nem vão servir). Pode?