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4 meses. E contando.

É, Pacotinho, você completou 4 meses esses dias. Apesar do número aparentemente pequeno, já passamos por tanto juntas que não consigo lembrar da minha vida antes de você.

Ultimamente você tem descoberto novas habilidades. Aumentou seu repertório de sons, e dá gritinhos adoráveis quando quer atenção. Gargalha, principalmente se eu ou seu pai fingimos mordidinhas na sua barriga. Leva os dedinhos à boca numa exploração natural dessa fase. Estica os bracinhos pedindo colo – ou querendo fazer carinho nas suas irmãs peludas, que não te dão confiança. Se joga para a frente tentando sentar sem apoio. E faz isso inclusive no banho, para colocar a cabeça debaixo do chuveiro.

Adora alguns brinquedos – e o amor que antes era dedicado ao paninho sensorial já começa a ser dividido. Tem o ursinho Martan, a abelhinha colorida, a naninha da Minnie, o tigrinho/livrinho. Fica vidrada numa história (e se você estiver resmungando de tédio, basta abrir um livro!). Tenta de todas as formas ver TV – se torce, gira, vira um S, rs.

Luta contra o sono. Deve ser da fase, né? Afinal, com tanta coisa pra descobrir e viver e experimentar, eu também não iria querer dormir. Mas as noites ainda são maravilhosas! Ultimamente você voltou a acordar para mamar de madrugada, apenas uma vez. Mama e já embala num soninho gostoso! Sua mãe que perdeu essa habilidade, e acaba virando madrugada adentro ligada no 220v.

Você é um encanto. Odeia fotos – quase sempre aparece de cara fechada nelas, mas quem te conhece pessoalmente sabe do seu bom humor e alegria. Não pode ver sua tia Emili que abre um sorriso daqueles, e algo me diz que vocês serão grandes companheiras. Isso acalenta meu coração, sabe? Sei que você tem, desde cedo, alguém em quem confiar além de mim. E mãe nem sempre conta, haha!

Pitoquinha minha, continue assim. Tenho vontade de pedir para você não crescer, para você ficar sempre a três palmos do chão, mas sei que seria um pedido injusto. Você tem todo um mundo para desbravar, e mesmo que dê um aperto no peito te ver crescer tão rápido, dá também uma alegria sem fim. Dizem que a pior parte de ser pai e mãe é ver um filho crescer – mas também é a melhor, sem dúvidas. Posso te prometer um colo que sempre terá espaço para você, orações constantes para que Deus te guie e o maior amor do mundo, que nunca vai ter fim. Cresça e desabroche, minha pequena, e lembre que sempre estarei aqui para você.

Com amor, mamãe.

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Helena nasceu!

Pois é, não tivemos relato de 39 semanas. Apesar de ter completado esse marco na terça-feira dia 08/09, deixei para escrever o post no dia seguinte – e bom, não deu tempo. Helena chegou ao mundo no dia 09 de setembro, às 15h25, num parto domiciliar não-planejado e não-assistido à jato. É, essa semana Pacotinho já completa um mês!

Não consegui vir aqui antes. Puerpério é tenso, gente, se preparem, rs! As coisas estão começando a acalmar e se ajeitar por aqui – mas cada dia é uma novidade, uma descoberta, um motivo para pensar “será que estou fazendo certo?”. Tenho pensado em mil coisas para escrever aqui, mas no momento acabo focando em curtir e cuidar da pequena. Daqui a alguns dias volto a trabalhar (é, vida de empreendedor não é fácil, rs!), então quero cada segundo ao lado dela para lamber a cria, mesmo.

Mas, enquanto ela tira uma soneca, vim rapidinho aqui. Não tem como não dividir com vocês um pouco da emoção que eu vivi há 27 dias. Parece clichê, mas não consigo lembrar muito bem como era a vida antes dela chegar. Apesar de tão pouco tempo (menos de um mês), passa tão rápido – e é impossível pensar em felicidade sem ela aqui com a gente. Ok, parei de divagar: colo abaixo o relato do meu parto😉 E aproveito para acabar com o anonimato, rs. E tem até foto nossa, olha só😉

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Eu sempre quis ter um parto normal, mesmo antes de engravidar. Foi assim que eu vim ao mundo, foi assim que Deus fez as coisas – então, na minha cabeça, uma cesárea seria opção apenas por real necessidade. Um pouco antes de engravidar, descobri o caminho da humanização. Descobri que um nascimento respeitoso era muito mais do que a vida de nascimento. Descobri que mesmo uma cirurgia necessária poderia trazer um bebê ao mundo de forma calma, amorosa e tranquila. Respeitando o meu corpo e o corpo do bebê. Não tive como não me apaixonar e pensar: “é isso”. Já fui atrás de um obstetra com esse viés, e troquei de médico antes mesmo de engravidar.

E veio o positivo. Nunca me questionei novamente sobre o parto – a decisão já estava tomada há muito tempo, e o Wes embarcou nessa comigo. Depois de assistir ao documentário “O Renascimento do Parto”, então, não tivemos mais dúvidas. Salvo uma intercorrência, nossa filha viria ao mundo da forma mais natural (ou seja, sem intervenções) possível. Nem analgesia eu queria – mas tínhamos as possibilidades abertas, afinal, cada trabalho de parto é um trabalho de parto. O combinado, com nosso obstetra e doula, era que qualquer intervenção (analgesia, episio, etc) que fosse necessária seria avaliada no momento e decidida com o meu aval. Não gostaríamos de entrar na “linha de produção” do sistema obstétrico, e tínhamos total confiança na equipe de que isso seria respeitado.

Não decidimos em qual maternidade a Helena nasceria – ficamos entre duas opções e iríamos decidir na hora em que eu entrasse em trabalho de parto, principalmente para saber quem seriam os profissionais plantonistas (pediatra e anestesista). A preparação para o parto envolveu yoga para gestantes, encontros com as doulas, muita pesquisa, leitura, informação. Tinha uma playlist salva no celular para ouvir durante as contrações. Tinha um “vaso de bênçãos” com recados emocionantes de algumas amigas, para não perder a motivação na hora do desespero. Tinha combinados com o Wes e com a doula, de que só poderiam liberar a analgesia depois que eu pedisse no mínimo 500 vezes. Em todo pré-natal, falava sobre o parto com o médico: nossa intenção era o mais natural possível, e gostaríamos de esperar o trabalho de parto engrenar em casa (afinal, são quatro fases de TP e passar todas no hospital pode fazer com que o processo demore mais). Na minha cabeça, tinha tudo planejado e desenhado. Malas prontas, caminhos para os hospitais traçados, grupo no WhatsApp com as doulas. Celular do médico salvo nos favoritos.

E o pior cenário possível traçado na minha mente: entraria em TP lá depois das 41 semanas, seria um processo demoradíssimo, pra mais de 18 horas – afinal, isso é o normal para uma primeira gestação. Mas Papai do Céu tem outros planos, né?

No dia 09 de setembro, acordei com cólicas levinhas. Passei a manhã trabalhando, lavei roupa, avisei as doulas, despachei o marido pro trabalho – afinal, “são os pródomos e podemos passar dias nisso”. Não quis colocar o mundo em polvorosa por algo que duraria pelo menos alguns dias. “Não é trabalho de parto ainda”. Resolvi trabalhar apenas pela manhã e descansar na hora do almoço e à tarde, afinal, poderia engrenar em breve e eu iria precisar de energia para passar por longas horas de contrações.

O bicho pegou na hora do almoço: não consegui deitar para descansar, a bola de pilates estava incomoda, fui para o chuveiro. Pedi pro Wes vir pra casa, pra gente ver se falava com o médico, se chamava a doula, ou o que. Pedi pra antes ele comprar gatorade e pão, afinal eu não tinha comido praticamente nada. Mal sabia eu.

Lembro de, no meio da manhã, ter feito uma oração. Ter pedido pra Deus não me deixar ficar ansiosa, porque as chances eram enormes de ainda demorar. Pedi por forças, por direção, pedi pra que Ele tomasse conta de tudo como sempre – pedi pra que o tempo da Helena (e que só Ele saberia qual era) ser respeitado. Pedi para que Ele assumisse o controle, e entreguei. E confiei.

Wesley chegou em casa perto de 14h45. Eu estava pela terceira vez no chuveiro, e já não eram cólicas intensas que me permitiam cantar “you’re gonna hear me roar” bonitinha enquanto a água quente caia na minha lombar: os rugidos já eram gritos de verdade, e eu não conseguia conversar. Não conseguia responder ao Wes, só pedir que pelo amor de Deus me dessem anestesia, fizessem uma cesárea, fizessem a dor passar.

Médico pediu para que fôssemos então ao hospital, já prontos para internação. Falei que só sairia do chuveiro pra ir direto pro carro, porque a água me ajudava. Wes começou a descer as malas, voltou para o apartamento e eu pedi pra não ficar sozinha. Chamamos minha mãe, que em sete minutos estava com a gente. Wes desceu a última mala e os dois foram me tirar do chuveiro. Desligaram a água, eu levantei, e não deu. Veio outra dor – segundo o marido, nessa hora já eram uma contração atrás da outra. Me abaixei novamente, berrei para ligarem o chuveiro. Helena coroou. Em mais alguns instantes, Helena nasceu.

Helena nasceu às 15h25 do dia 09 de setembro de 2015. Com 39 semanas + 1 dia de gestação. No tempo dela. No chuveiro da casa dela. Pelas forças combinadas dela e minha. Foi acolhida por mim e pela avó materna, sob os olhos atentos e tranquilizadores do pai.

Amor, tua calma me fazia respirar mesmo em meio ao desespero. Tua mão firme na minha lombar me lembrava de que meu corpo tinha sido feito por Deus para aquilo, e que eu daria conta, sim.
Mãe, teu carinho foi fundamental. Tua disponibilidade em vir correndo sem nem saber o que estava acontecendo, tua praticidade em pegar toalhas de banho e lembrar de coisas como me dar gatorade depois de tudo, teu abraço, tua oração quando minha menina nasceu.
Tuane, Felicitas, Amanda, as palavras de vocês nos nossos encontros ecoavam na minha mente o tempo todo (pelo menos enquanto eu ainda raciocinava). O suporte de vocês ajudou a identificar o que estava acontecendo, mesmo que a gente não tenha tido tempo pra muita coisa.
Dr Cecílio, todo o conhecimento e a calma que você nos transmitiu possibilitaram que a gente não caísse no desespero quando as coisas saíram do controle e do planejado.

Meu Deus, meu Pai, meu guia, meu protetor. Quem me fez, quem conduziu a minha vida inteira, quem colocou essa preciosidade nas nossas vidas. Não tenho palavras, só tenho louvor! Tantas coisas poderiam ter saído erradas, mas o Senhor mostrou mais uma vez que é o Deus da Perfeição. Obrigada, obrigada, obrigada!

Essa é a história do meu parto. Um parto domiciliar não-planejado, sem assistência médica, mas cercado de amor e benção. Mulheres sabem parir e bebês sabem nascer.

PS: não tentem fazer isso em casa! Partos (mesmo que domiciliares) devem ser acompanhados por profissionais capacitados da área médica – sejam obstetras, enfermeiras obstetrizes ou parteiras. O que aconteceu conosco foi algo não planejado, fora da curva e, graças ao cuidado e proteção divina, tanto eu quanto Helena chegamos ao hospital perfeitamente bem.

parto-Nena

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Beijos meus e da Nena❤

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Relato de gravidez: 38 semanas

38 semanas. Assusta, né? Fica até difícil escrever sobre esse marco, rs. Mas a gente tenta:

A última semana foi de ansiedade. Desde sábado, pra ser bem sincera… Parece que um bichinho me mordeu: me pego querendo ter Helena nos braços logo, me pego pensando “será que é hoje?”. Ontem à noite, inclusive, senti cólicas de pródomos. E como controlar o coração nessas horas, me conta? Porque pode não significar absolutamente nada.

Por conta da ansiedade, tá difícil comer direitinho e não abusar em algum momento do dia. Uma vez por dia eu me permito esquecer da dieta e comer algo gordinho, mas nos últimos dias nesses momentos eu fiquei meio que fora de controle =P Quero só ver o resultado na balança, agora que as consultas são semanais.

Ainda sobre ansiedade (tô mais monotemática que de costume!), me expliquem a necessidade das pessoas em exacerbar isso na gente, por favor? Comecei a receber mensagens e ligações de gente que nunca procura, que nunca dá sinal de vida, só pra saber “quando Helena nasce”. Ou com a perguntinha “você tá ansiosa?”. Sério, gente? Ninguém pergunta como eu e marido estamos, se tá tudo bem, se a gente precisa de ajuda em algo ou se falta alguma coisa pra Nena… Só querem botar pressão no nascimento. Uiuiui! E olha que eu disse pra todo mundo que a DPP é final de setembro, viu?

Mas o mais engraçado nisso tudo é quando as pessoas perguntam “e aí, pra quando é?” pessoalmente. A resposta, minha ou do marido, é “quando ela quiser”; “mas vocês não vão marcar?”; “não”. Apesar de toda a ansiedade (sim, entendo TANTO), nossa escolha foi por esperar o momento dela. E como é difícil pra sociedade aceitar isso, né?

Enfim. A mala da pequena está fechada. As lembrancinhas prontas (só não fomos buscar ainda, aiaiai). A minha mala não está 100%, mas as roupas e itens de higiene estão lá. Faltam coisinhas, detalhes, tarefas que eu vou arranjando no meio do caminho – até como forma de me distrair.

O trabalho? Diminuí um pouco o ritmo, a carga horária, me permito descansar mais e colocar as pernas pra cima (ainda mais nesses dias quentes, quando eu retenho mais líquido), mas só vou parar mesmo quando entrar em TP (ou quando o médico mandar, hahaha!). Se eu já fico doidinha e ansiosa trabalhando, imagina com a mente desocupada? Ninguém vai aguentar.

Os tais ~instintos de arrumação~ também chegaram. Tudo fora do lugar me incomoda, tenho cozinhado bem mais (até me arrisquei a fazer bolo ontem! Integral, com açúcar mascavo, mas ainda assim bolo e coberto com ganache =P), me irrito de ver coisas pendentes a serem feitas. Instinto de arrumar o ninho, talvez?

E vocês, como estão?

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Relato de gravidez: 37 semanas

Olha só eu “perdendo o prazo” de escrever o relato da semana! E olha que tivemos ~emoções. Vamos lá?

Depois do ultrassom na semana passada, ficou mais difícil lidar com a ansiedade. Resultado? Emoções à flor da pele. Choro, nervosismo, impaciência, tudo junto e ao mesmo tempo. Ê lele.

No final de semana, fizemos nosso ensaio fotográfico. Vi duas imagens só, e estão incríveis! Queria muito registrar a barriga, nossa família, o quartinho da Helena… Agora é esperar o fotógrafo editar e mandar o material pra gente😉 O mais engraçado foi que, depois que terminamos as fotos (e eu fui dar uma cochilada), marido me perguntou se eu estava feliz e se Helena já podia nascer. Eu respondi que sim, e na segunda senti contração de treinamento (inegável, dessa vez) e colicazinhas bem leves. As cólicas se repetiram na terça e ontem – mas não dói, parecem aquelas cólicas bem suaves que avisavam que teríamos menstruação em breve, rs.

Ontem, na consulta de pré-natal (que agora passa a ser semanal!), fizemos um toque. O colo tá bem molinho, mas nada de dilatação. Não quer dizer nada – o que vai determinar o TP, segundo o próprio Dr Cecílio, são contrações ritmadas e intensas. Agora é aquilo de esperar a Pacotinho querer nascer, né? Na hora dela, no tempo dela.

As conversas com o médico e com a doula (semana passada tivemos o primeiro encontro oficial, rs) me acalmam. Me tranquilizam. Me ajudam a controlar a ansiedade, entender que agora todo dia pode ser o dia – porém continuamos trabalhando com metade/final de setembro. Se ela vier antes, é porque é o momento dela. Se não, também.

Ah, os desconfortos tem se mantido. Hoje, inclusive, peguei ~folga no trabalho e tou aqui de olho nos e-mails, direto do sofá. Meu cóccix dói, parece que levei uma surra hahaha e que meu quadril está abrindo. Opa, e não é que está mesmo? Graças a Deus pela minha carreira, por trabalhar de casa, por ter essa oportunidade de diminuir o ritmo quando sinto necessidade. Não quero parar 100% o trabalho já, mas uma folguinha faz bem de vez em quando.

A última “crise” aqui foi descobrir que comprei bodies lindos tamanho RN pro enxoval, porém que uns branquinhos seriam mais fáceis de combinar. A sensibilidade me fez cair num choro de “minha filha vai ficar feiaaaaaaaa porque nada combinaaaaaa” mesmo sabendo que era exagero, haha! Devo comprar então mais uns dois ou três bodies só pra combinar com as outras roupinhas, e pronto. Mãe louca, viu?! Coitada dessa menina.

E vocês, como estão?

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Relato de gravidez: 36 semanas

Uau, oficialmente entramos no nono mês! Para todos os efeitos ainda estamos “de sete meses”, hahaha, mas é inegável que está chegando a hora de conhecer nossa pequena!

O último final de semana foi para finalizar o quartinho. “Finalizar” entre muitas aspas, né: ainda faltam três quadrinhos (que dois deles eu não faço ideia do que colocar dentro da moldura) e o móbile, que falta só pendurar. Ufa! Até o próximo domingo precisa estar tudo pronto, já que vamos fazer uma sessão de fotos aqui em casa pra recordar do barrigão =)

Finalmente também comprei minhas camisolas e lingeries pós-parto. Está tudo levadinho e cheirosinho – mas ainda falta arrumar a mala. E comprar um chinelo (não quero levar minhas havaianas super surradinhas pra maternidade, haha!). E os absorventes pós-parto. E carregar as câmeras (de foto e a GoPro, pra filmar o parto). E terminar o plano de parto (que está rascunhado, só). E a mala da Helena né, que eu nem mexi. Oh vida, parece que nunca vou terminar tudo! Vocês tem essa sensação, também?

De sintomas, os últimos dias foram de cansaço puro. Os incômodos pra dormir começaram – falta posição, acordo váááárias vezes pra ir ao banheiro… E mesmo quando durmo melhor, parece que o corpo pede arrego facinho facinho.

Acho que senti minha primeira contração de treinamento, haha! Não tenho certeza, porque foi um misto de cólica-incômodo-barriga dura enquanto descia as escadas aqui do prédio, e não voltei a sentir depois… Pode ter sido só um desconforto momentâneo, né?

Ontem, inclusive, um novo sintoma deu as caras: refluxo. Quer dizer, acho que é refluxo, rs! Uma sensação permanente de “algo” na garganta. Não queima, não arde (então não é azia), mas não passa. Quer dizer, até passa: enquanto estou comendo. Mas nem 10 minutos depois de um lanche ou refeição, mesmo que eu não deite, é batata: vem a sensação incômoda. Como lidar com isso, gente? Espero que não fique assim todos os dias.

As estrias também resolveram mostrar a que vieram. Já tinha algumas no seio desde a metade da gravidez… Tomo muita água, procuro manter uma ingestão equilibrada de vitaminas e nutrientes, hidrato o corpo todinho como se não houvesse amanhã… E mesmo assim apareceram mais linhas vermelhas no alto das coxas, na parte interna das coxas e nos flancos. Fiquei toda brocoxô, mas marido me disse uma coisa bem real: eu fiz tudo o que podia pra evitar, mas pareço ter tendência. Adianta sofrer? Não. São as marcas que o meu corpo exibe por gerar uma vidinha. Então o negócio é não olhar muito no espelho sem roupa (hahaha!) e focar na parte boa. Minha fisioterapeuta dermatofuncional, que faz as drenagens linfáticas, disse que a pele tá super hidratada, e que as linhas que estão por aqui são sinal de tendência do organismo mesmo. E que depois que Helena nascer, a gente vê o que faz para sumir com elas😉

Ah, mais um sintoma bizarrinho, que eu nunca tinha reparado até hoje: GENTE como minha virilha está escura! As axilas eu já tinha percebido (ficam mais no campo de visão, hahahaha), mas não tinha reparado na virilha até então. Ê melatonina dando o ar da graça, viu?!

Ontem também fizemos um ultrassom – possivelmente o último da gestação o/ Helena está com aproximadamente 43cm, 2,5kg, muitos cabelos e totalmente encaixada. Tipo muito mesmo. A médica disse que duvida que eu chegue na DPP… Mas tenho tentado manter a calma desde então: primeiro bebê costuma encaixar super cedo, eu não tenho contrações nem nada, nenhum sinalzinho de que a moça está chegando, ela pode ficar assim por semanas. Vamos ver o que o meu GO diz na próxima consulta, que será semana que vem.

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Relato de gravidez: 35 semanas

É, mais um marco vencido! A cada terça-feira eu me assusto um pouquinho mais, ao ver o quanto o tempo voa. Procuro nem pensar lá pra frente – que com 36 semanas completas, por exemplo, entramos no nono mês de gestação. Uma semana por vez, não é?

Helena tem mexido consideravelmente. As crises de soluço acontecem com mais frequência – não todos os dias, mas o suficiente pra apertar meu coração. Pensa que mãe mole e chorona eu serei, gente! Sei que os soluços são um ótimo sinal, dela amadurecendo, mas não consigo não ficar com peninha ao sentir/ver a barriga dando pulinhos ritmados. Eu odeeeeio soluçar, espero que dentro da barriga a sensação seja mais confortável, rs! Ah, e descobri que minha Pacotinho tem vingado minha mãe: todo dia ela estica e enfia o pé na minha lateral direita. Marido esses dias viu, sentiu e chocou! Chega a dar uma dorzinha incômoda, em alguns momentos parece que ela vai abrir a pele e sair por ali mesmo. Minha mãe me contou que eu fazia igualzinho, inclusive no mesmo lugar. Nem posso brigar com a bebê, né? Aprendeu direitinho com as raízes, rs.

Conversando com o marido essa semana, percebi o quão grata eu sou. Em pleno oitavo mês de gravidez tô super ativa, sem dores, sem repouso, inchando menos do que esperava (em dias quentes retenho mais líquido, normal, mas nada absurdo), sem problemas. Ok, as estrias apareceram (além de nos seios, no alto das coxas e tão querendo surgir nos flancos) mesmo com os litros de água e cremes, mas são detalhes estéticos. Tenho meus momentos ruins? Claro! Mas a gravidez em si tem sido deliciosa. Canso mais fácil, preciso respeitar os novos limites do meu corpo – mas nada que me impeça de levar a vida de um jeito leve e gostoso. Nem nos meus sonhos mais utópicos achei que seria assim! Vamos ver como se desenrola daqui pra frente: já sinto a barriga mais pesada, já preciso descansar um pouco mais do que antes, já tem ficado mais difícil pra dormir em algumas noites… Mas tudo faz parte, nada preocupante e nada que a gente não possa lidar.

Falando em barriga cada vez maior, minhas roupas já não me servem mais! Até as leggings que comprei pensando na gestação, dependendo do dia, parecem incomodar. Resultado: todo mundo que me vê deve achar que tenho as mesmas 4 ou 5 peças, hahaha! Nos dias de calor que tem feito por aqui, dois vestidos e uma saia de malha tem me salvado. Ainda bem que trabalho em casa: dá pra ficar de calça de pijama molinha o dia inteiro, sem nada apertando o barrigão!

Essa semana tivemos consulta, e saí de lá super tranquila. Ganhei só 100g nos últimos 15 dias, e olha que na semana passada a gente teve jantares e mais jantares. Então controlar a alimentação direitinho durante o dia, evitar porcarias, trocar o elevador pela escada e caminhar 2 ou 3 vezes por semana estão fazendo efeito! Helena tem crescido, pela altura uterina, então tudo perfeito. Os exames estão em ordem – antes da próxima consulta devo fazer o do cotonete e também um de sangue para clamídia, pra usar como argumento quando a gente for recusar o colírio de nitrato de prata. Semana que vem temos uma ultra também, para ver o desenvolvimento da pequena. E, segundo o GO, ela deu uma “baixada”: a cabeça dela está mais na pelve do que estava antes.

No final de semana, ganhamos nossa cômoda! No domingo, enquanto meu marido e meu pai foram assistir futebol, eu e minha mãe limpamos e começamos a organizar as coisinhas da Helena nas gavetas. Aos poucos estou arrumando o armário e a cômoda, mas o quarto já está com os móveis todos no lugar! Decidimos comprar um criado mudo para usar de apoio para a poltrona de amamentação e também para abrigar garrafa térmica e kit higiene, já que temos espaço e o trocador ocupou toda superfície da cômoda. Acredito que essa semana vamos na Etna buscar (encontrei lá um modelinho que me agradou e não está tão caro), e quero aproveitar para pegar os detalhes que faltam: lixeira pequena, bandeja, garrafa térmica, potinhos para a troca de fralda e também para abrigar coisinhas miúdas nas gavetas. Combinamos também de nesse final de semana pendurar as decorações nas paredes, e logo devo montar as malas de maternidade. Ufa!

Por fim, ontem bateu cinco minutos de reflexão e, digamos assim, carência. Caiu a ficha de que em breve eu não serei mais a Nina, e sim a mãe-da-Helena. Senti uma necessidade imensa de ser mimada, agradada, de que resolvam coisas por mim e me surpreendam, porque sei que em breve eu mesma não vou conseguir me entregar a essas coisinhas. Percebi que mesmo durante a gravidez, fui deixando de lado coisas que fazia por mim – por exemplo, me maquiar. Meus cuidados de beleza se resumiram, nos últimos tempos, a cremes contra estrias e filtro solar: maquiagem, só o mínimo do mínimo e quando iria sair. Então resolvi começar a mudar isso, afinal, depois que Helena nascer é que não vou ter tempo de nada! Hoje acordei, troquei de roupa (resisti às calças de pijama o/) e fiz uma maquiagem levinha, para ficar trabalhando mesmo que sozinha. Já animou meu dia, sabe? Ainda mais que não estou 100% satisfeita com a aparência (algumas espinhas resolveram dar o ar da graça), então esses mini-mimos fazem bem. Essa semana ainda quero ver se marco uma tarde de mulherzinha: há eras não faço as unhas, e decidi que vou pra um salão fazer pé e mão. A gente merece, né?

Cuidar de mim, apenas por mim, é algo que eu sempre fiz e que sempre mudou meu humor para melhor. Não posso querer exigir que os outros olhem pra mim como a Nina, e não a mãe da Helena – mas posso mudar a forma como eu encaro tudo isso. Posso eu tomar a iniciativa de olhar pra mim, pras minhas necessidades, e verbalizá-las quando for necessário. O mundo não tem que adivinhar o que se passa pela minha cabeça e resolver minhas carências por mim, certo?

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Relato de gravidez: 34 semanas

Acordei hoje e li o alerta do app “What to expect”, dizendo que Helena já tem unhas nos dedinhos das mãos. Não sei se rio ou se entro em desespero, hahaha! Unhas, gente, micro unhas❤

De uns tempos pra cá, mocinha tem estado super animada. É eu comer (seja a hora que for) e ela se esperneia toda – chega a dar uns incômodos. Mas conseguir filmar a barriga pulando, que é bom, nada! Já desisti, sei que não vou ter esse registro. Fico satisfeita só de curtir esses “bololons”!

Tem horas em que a barriga parece pesar mais – mas tudo normal, ainda mais para esses últimos meses. Meses nada, últimas semanas: parei pra pensar e, mesmo que Helena nasça de 42 semanas, faltam só oito. Oito semanas. Ai, me abana!

Terminei todas as moldurinhas do quarto dela. Agora estou selecionando as fotos, as frases que quero colocar – bem como terminando o enfeite da porta. Tou curtindo muito esse processo, sabe? Fazer algumas coisinhas com as minhas próprias mãos (mesmo que não fique perfeito) é uma delícia. Sensação de estar preparando o ninho de verdade.

Falando em ninho, nos próximos dias devo terminar de organizar as roupinhas e afins dela no quarto, e montar a mala de maternidade. Deu siricutico, eu sei, mas preciso fazer isso para ficar tranquila. E comprar o “enxoval da mamãe”: sutiã de amamentação, calcinha pós parto, todas essas parafernálias que eu nem tchuns a gravidez inteira. Apesar de meu instinto dizer que Pacotinho vem só final de setembro, quero deixar essas coisas já em ordem. E idem para o meu plano de parto: não vou entregar pra médico, pediatra nem equipe de enfermagem, mas quero colocar no papel e discuti-lo com o marido. Até porque na hora H ele é quem irá negociar os procedimentos com o pediatra, né? Acho que colocando no papel fica mais tranquilo da gente alinhar isso, e de não esquecer nada na hora.

Ah, fechei a doula! Minha instrutora de yoga é quem vai me doular, e estou mega feliz e tranquila com isso. Ela é fantástica, acompanhou um parto junto com o meu GO nesse final de semana, inclusive. Confio super nela, ela me acalma e já rola uma sintonia bem legal por conta das aulas de yoga.

Mais uma novidade? No final de semana eu ganhei um Chá de Bênçãos surpresa, feito por duas das minhas amigas mais próximas. Diz elas que iriam fazer mais pra frente, mas que leram uma história (que depois eu descobri ser a da Nana, a Louca do Bebê) em que a gestante iria fazer o chá mas não deu tempo e a baby nasceu antes! Foi um piquenique SUPER gostoso, bem íntimo (só a gente mesmo), em que eu pude falar, ouvir, ser ouvida, ser mimada… E de quebra ganhei um vidrinho de bênçãos: frases escritas por elas (e por mim) para eu ler no trabalho de parto, ou mesmo antes. Senti tanto amor, sabe? Recomendo para todas!